Cloridrato De Amiodarona 200 Mg Comprimido Com 30 Ranbaxy Farmaceutica Ltda
Vendido e entregue por Pedpharma
cloridrato de amiodarona
200 MG
CLORIDRATO DE AMIODARONA
O cloridrato de amiodarona é indicado para tratar distúrbios graves do ritmo cardíaco, taquicardia ventricular e supraventricular sintomáticas, e arritmias associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White. É especialmente útil quando essas condições podem agravar problemas cardía…
cloridrato de amiodarona é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
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Sobre o produto
O cloridrato de amiodarona é indicado para tratar distúrbios graves do ritmo cardíaco, taquicardia ventricular e supraventricular sintomáticas, e arritmias associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White. É especialmente útil quando essas condições podem agravar problemas cardíacos subjacentes, como insuficiência coronarina e cardíaca. Seu efeito terapêutico, que regula batimentos cardíacos anormais, pode aparecer entre 2-3 dias e 3-6 semanas após a administração oral, acumulando-se nos tecidos.
Especificações
| Código do Produto | 137011 |
|---|---|
| Marca | RANBAXY |
| Código de Barras | 7897076911582 |
| Princípio ativo | CLORIDRATO DE AMIODARONA |
| Registro MS | 1235201890047 |
| Dosagem | 200 MG |
| Tipo | Genérico |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | Comprimido |
| Classe terapêutica | ANTIARRITMICOS |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |
Bula
Modelo de bula – Paciente
cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
cloridrato de amiodarona
Ranbaxy Farmacêutica Ltda
Comprimidos
100 mg e 200 mg
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Modelo de bula – Paciente
cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
cloridrato de amiodarona
Medicamento Genérico, Lei nº 9.787 de 1999.
APRESENTAÇÕES
cloridrato de amiodarona
100 mg: embalagens com 20 ou 30 comprimidos
200 mg: embalagens com 20, 30 ou 500* comprimidos
*Embalagem hospitalar
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido de 100 mg contém:
cloridrato de amiodarona ............................................................ 100 mg
Excipientes ............................................................. q.s.p. 1 comprimido
Cada comprimido de 200 mg contém:
cloridrato de amiodarona............................................................. 200 mg
Excipientes .............................................................. q.s.p. 1 comprimido
Excipientes: amido, lactose, dióxido de silício, povidona e estearato de magnésio.
II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
O cloridrato de amiodarona é indicado para os seguintes casos:
- distúrbios graves do ritmo cardíaco (do coração), inclusive aqueles resistentes a outras terapêuticas;
- taquicardia ventricular sintomática (aumento da frequência cardíaca que se origina nos ventrículos
do coração);
- taquicardia supraventricular sintomática (aumento da frequência cardíaca que se origina nos átrios
do coração);
- alterações do ritmo cardíaco associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White (uma forma de
arritmia, que é uma alteração na frequência ou no ritmo dos batimentos cardíacos).
Devido às propriedades farmacológicas, o cloridrato de amiodarona é particularmente indicado
quando os distúrbios do ritmo forem capazes de agravar uma patologia clínica subjacente
[insuficiência coronariana (dor no peito é o sintoma mais comum), insuficiência cardíaca].
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O cloridrato de amiodarona é uma substância que tem a finalidade de regularizar as alterações dos
batimentos cardíacos (arritmias), que podem ocorrer em alguns tipos de doença.
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
A ação inicial após administração oral varia de 2-3 dias até 3-6 semanas. O efeito terapêutico deve-
se ao acúmulo de cloridrato de amiodarona nos tecidos.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve utilizar cloridrato de amiodarona nos seguintes casos:
- alergia conhecida ao iodo, à amiodarona ou a quaisquer componentes da fórmula;
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes:
- com bradicardia sinusal (diminuição da frequência cardíaca), bloqueio sinoatrial (bloqueio
na propagação dos impulsos elétricos nesta parte do coração) e doença do nó sinusal
(estrutura do coração responsável pela função de marcar o passo natural), devido ao risco
de parada sinusal, distúrbios severos de condução atrioventricular (na condução dos
impulsos elétricos nesta parte do coração), a menos que você esteja com um marcapasso
implantado;
- que fazem uso de associação com medicamentos que possam induzir torsade de pointes
(alteração grave nos batimentos cardíacos) (vide “O que devo saber antes de usar este
medicamento?” - Interações Medicamentosas);
- com disfunção da tireoide;
- grávidas, exceto em circunstâncias excepcionais (vide “O que devo saber antes de usar este
medicamento – Gravidez e lactação”);
- que amamentam (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento – Gravidez e
lactação”).
Todas estas contraindicações listadas não se aplicam quando a amiodarona é utilizada na sala de
emergência, em casos de fibrilação ventricular resistente à ressuscitação cardiopulmonar por choque
(desfibrilador).
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-
galactose.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
ADVERTÊNCIAS
Distúrbios cardíacos (vide “Quais os males que este medicamento pode me causar?”)
Foi reportado o aparecimento de novas arritmias (alteração na frequência ou no ritmo dos batimentos
cardíacos) ou a piora de arritmias tratadas, algumas vezes de forma fatal. É importante, porém difícil,
diferenciar uma falta de efeito do medicamento de um efeito pró-arrítmico associado ou não a uma
piora da condição cardíaca. Os efeitos pró-arrítmicos são mais raramente reportados com amiodarona
do que com outros agentes antiarrítmicos (medicamentos que tratam quadros de transtornos do ritmo
dos batimentos cardíacos), e geralmente ocorrem no contexto de fatores que prolongam o intervalo
QT, tais como interações medicamentosas e/ou distúrbios eletrolíticos (vide “O que devo saber antes
de usar este medicamento - Interações Medicamentosas” e “Quais os males que este medicamento
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
pode me causar?”). Apesar do prolongamento do intervalo QT, a amiodarona exibe baixa atividade
torsadogênica (capacidade de provocar alterações no eletrocardiograma chamadas torsade de
pointes).
A ação farmacológica da amiodarona induz alterações no eletrocardiograma (exame que avalia a
variação dos potenciais elétricos gerados pela atividade elétrica do coração), tais como
prolongamento do intervalo QT (relacionado ao prolongamento da repolarização) com possível
desenvolvimento de onda U (um dos eventos avaliados no eletrocardiograma). Entretanto, estas
alterações não indicam intoxicação.
Em pacientes idosos, a redução da frequência cardíaca pode ser mais pronunciada.
O tratamento deve ser descontinuado no caso de aparecimento de bloqueio atrioventricular de 2º ou
3º grau, bloqueio sinoatrial ou de bloqueio bi-fascicular (alterações eletrocardiográficas identificadas
pelo profissional de saúde).
Bradicardia (diminuição da frequência cardíaca) severa (vide “O que devo saber antes de usar este
medicamento - Interações Medicamentosas”)
Casos de bradicardia severa, potencialmente com risco de vida e bloqueio cardíaco foram observados
quando a amiodarona é administrada em combinação com sofosbuvir (medicamento para tratar a
hepatite C) em combinação com outro antiviral (são fármacos usados para o tratamento de infecções
por vírus) de ação direta contra o vírus da hepatite C, tais como daclatasvir, simeprevir, ou ledipasvir.
Portanto, a coadministração destes agentes com amiodarona não é recomendada.
Se o uso concomitante (ao mesmo tempo) com amiodarona não puder ser evitado, recomenda-se que
os pacientes sejam cuidadosamente monitorados quando se iniciar o uso de sofosbuvir em
combinação com outros antivirais de ação direta. Pacientes identificados com alto risco de
bradiarritmia (alteração na frequência e ritmo cardíaco) devem ser monitorados continuamente por
pelo menos 48 horas em um ambiente clínico adequado, após o início do tratamento concomitante
com sofosbuvir.
Devido à meia vida (medida usada para indicar a eliminação) longa da amiodarona, um
monitoramento apropriado também deve ser realizado em pacientes que descontinuaram amiodarona
dentro dos últimos meses, e que iniciarão com sofosbuvir em combinação com outros antivirais de
ação direta.
Os pacientes que recebem esses medicamentos para hepatite C com amiodarona, com ou sem outros
medicamentos que diminuem a frequência cardíaca, devem ser advertidos sobre os sintomas de
bradicardia e bloqueio cardíaco e, caso ocorra, devem ser orientados a procurar imediatamente um
médico.
Disfunção (funcionamento anormal) primária do enxerto (DPE) após transplante cardíaco:
Em estudos retrospectivos, o uso de amiodarona no receptor do transplante antes do transplante
cardíaco tem sido associado a um risco aumentado de DPE.
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
DPE é uma complicação com risco de vida após transplante cardíaco que se apresenta como disfunção
ventricular esquerda, direita ou biventricular ocorrendo nas primeiras 24 horas após a cirurgia de
transplante para os quais não há causa secundária identificável (vide “Reações Adversas”). DPE grave
pode ser irreversível.
Para pacientes que estão na lista de espera para transplante cardíaco, deve-se considerar o uso de uma
droga antiarrítmica alternativa o mais cedo possível antes do transplante.
Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos, que
pode ser potencialmente fatal (morte súbita).
Não tome este medicamento se você tiver uma alteração no coração chamada síndrome
congênita de prolongamento do intervalo QT (ou síndrome do QT longo), ou se você já teve
algum episódio de ritmo cardíaco anormal, porque pode ser perigoso e provocar alterações do
ritmo do coração, inclusive com risco de morte.
Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), insuficiência
cardíaca ou outras doenças do coração, ou se você souber que tem baixo nível de potássio ou de
magnésio no sangue. Avise seu médico se você estiver utilizando outros medicamentos,
especialmente medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT (alteração do ritmo
do coração no eletrocardiograma), medicamentos para arritmia (para corrigir o ritmo do
coração) ou medicamentos diuréticos (remédios para eliminar água do corpo).
Distúrbios pulmonares (vide “Quais os males que este medicamento pode me causar?”)
O aparecimento de dispneia (falta de ar) ou tosse não produtiva pode estar relacionado à toxicidade
pulmonar tal como pneumonite intersticial (tipo de pneumonia). Casos muito raros de pneumonite
intersticial têm sido relatados com o uso intravenoso de amiodarona. Deve-se realizar raio-X de tórax,
quando há suspeita de pneumonite em pacientes que desenvolveram dispneia de esforço, isolada ou
associada com piora do estado geral (cansaço, perda de peso, febre). A terapia com amiodarona deve
ser reavaliada visto que a pneumonite intersticial é geralmente reversível após a retirada precoce de
amiodarona (sinais clínicos geralmente regridem dentro de 3 a 4 semanas, seguido por lenta melhora
da função pulmonar e radiológica dentro de alguns meses), e deve ser considerado um tratamento
com corticosteroides.
Foram observados casos muito raros de complicações respiratórias severas, às vezes fatais,
geralmente no período imediato após uma cirurgia (síndrome de angústia respiratória do adulto); isto
pode estar relacionado com altas concentrações de oxigênio (vide “O que devo saber antes de usar
este medicamento - Interações Medicamentosas” e “Quais os males que este medicamento pode me
causar?”).
Distúrbios do fígado (vide “Quais os males que este medicamento pode me causar?”)
Um monitoramento cuidadoso dos testes de função hepática (transaminases - enzimas do fígado) é
recomendável assim que o uso da amiodarona for iniciado e regularmente durante o tratamento.
Podem ocorrer distúrbios hepáticos agudos (incluindo insuficiência hepatocelular severa ou
insuficiência do fígado, algumas vezes fatal) e crônicos, com o uso de amiodarona nas formas oral e
intravenosa e nas primeiras 24 horas da administração por via IV. Portanto, a dose de amiodarona
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deve ser reduzida ou o tratamento descontinuado se o aumento de transaminases exceder três vezes o
valor normal.
Os sinais clínicos e biológicos de insuficiência hepática crônica decorrentes do uso oral de
amiodarona podem ser mínimos (aumento do fígado, aumento das transaminases em até 5 vezes os
valores normais) e reversíveis após a suspensão do tratamento, contudo foram relatados casos fatais.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento
médico estrito e exames laboratoriais periódicos para controle.
Reações bolhosas severas
Reações cutâneas com risco de morte ou até mesmo fatais Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ - forma
grave de reação alérgica caracterizada por bolhas em mucosas e em grandes áreas do corpo) e
necrólise epidérmica tóxica (NET - quadro grave, caracterizado por erupção generalizada, com bolhas
rasas extensas e áreas de necrose epidérmica, à semelhança do grande queimado, resultante
principalmente de uma reação tóxica a vários medicamentos) (vide “Quais os males que este
medicamento pode me causar?”).
Se sinais ou sintomas de SSJ ou NET (rash cutâneo progressivo frequentemente com bolha ou lesão
na mucosa) aparecerem, o tratamento com amiodarona deve ser descontinuado imediatamente.
Interações medicamentosas (vide “Interações Medicamentosas”):
O uso concomitante de amiodarona não é recomendado com os seguintes fármacos: betabloqueadores
(classe de medicamentos que diminuem os batimentos cardíacos), bloqueadores de canais de cálcio
que diminuem a frequência cardíaca (verapamil, diltiazem), laxantes que podem causar hipocalemia
(redução dos níveis de potássio no sangue).
Hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios tireoidianos - T3 e T4) (“O que devo saber
antes de usar este medicamento - Interações Medicamentosas” e “Quais os males que este
medicamento pode me causar?”)
O hipertireoidismo pode ocorrer durante o tratamento com amiodarona ou em até alguns meses após
a descontinuação. As características clínicas, normalmente leves, como a perda de peso, princípio de
arritmia, angina e insuficiência cardíaca congestiva devem alertar o médico. O diagnóstico é
sustentado por uma diminuição clara nos níveis séricos de TSH ultrassensível (hormônio que induz a
maior ou menor atividade da tireoide). Nesse caso, a administração de amiodarona deve ser suspensa.
A recuperação geralmente ocorre dentro de alguns meses após a suspensão do tratamento; a
recuperação clínica antecede a normalização dos testes da função tireoidiana. Casos graves, com
presença clínica de tireotoxicose (disfunção da glândula tireoide), às vezes fatais, requerem
tratamento terapêutico de emergência. O tratamento deve ser ajustado individualmente:
medicamentos antitireoidianos (que nem sempre são efetivos), terapia com corticosteroides,
betabloqueadores.
Distúrbios neuromusculares (dos músculos e nervos) (vide “Quais os males que este medicamento
pode me causar?”)
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
A amiodarona pode induzir a neuropatia (doença do sistema nervoso) sensitivo-motora periférica e/ou
miopatia (doença muscular). A recuperação após suspensão do tratamento geralmente ocorre dentro
de alguns meses, mas algumas vezes de forma incompleta.
Distúrbios oculares (dos olhos)
Se ocorrer diminuição da visão ou a mesma ficar embaçada, deve-se fazer prontamente um exame
oftalmológico completo, incluindo fundoscopia (avaliação do fundo do olho). O aparecimento de
neuropatia óptica e/ou neurite (inflamação do nervo) óptica que são distúrbios do nervo óptico (do
olho) requer a suspensão do tratamento com amiodarona, já que pode levar à cegueira.
Atenção: Contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g por comprimido.
PRECAUÇÕES
Uma vez que os efeitos adversos (vide “Quais os males que este medicamento pode me causar?”) são
geralmente dose-relacionados, deve ser administrada a dose mínima efetiva de manutenção.
Durante o tratamento com cloridrato de amiodarona, você deve evitar a exposição aos raios solares e
utilizar medidas de proteção (vide “Quais os males que este medicamento pode me causar?”).
Monitoramento (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento e “Quais os males que este
medicamento pode me causar?”)
Antes do início do tratamento com amiodarona, é recomendada a realização de ECG
(eletrocardiograma) e avaliação de potássio sérico. O monitoramento das transaminases e ECG é
recomendado durante o tratamento.
Além disso, como a amiodarona pode induzir o hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônio
tireoide) ou hipertireoidismo (produção excessiva de hormônio tireoide), particularmente em
pacientes com histórico de distúrbios da tireoide, o monitoramento clínico e biológico (TSH
ultrassensível) é recomendado antes de iniciar o tratamento com amiodarona. Este monitoramento
deve ser conduzido durante o tratamento e por vários meses após a sua descontinuação. O nível sérico
de TSH ultrassensível deve ser avaliado quando há suspeita de disfunção da tireoide.
Em particular, no contexto da administração crônica de medicamentos antiarrítmicos, foram relatados
casos de aumento na desfibrilação ventricular e/ou limiar de estimulação do marcapasso ou do
dispositivo cardioversor desfibrilador implantável, afetando potencialmente sua eficácia. Portanto,
verificações repetidas da função do aparelho são recomendadas antes do início e durante o tratamento
com amiodarona.
Anormalidades do hormônio tireoidiano (vide “Quais os males que este medicamento pode me
causar?”)
A presença de iodo na molécula da amiodarona pode alterar o resultado de alguns testes tireoidianos
(fixação do iodo radioativo, PBI), mas isto não impede a avaliação da função da tireoide através de
outros testes (T3 livre, T4 livre e TSH ultrassensível).
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A amiodarona inibe a conversão periférica de tiroxina (T4) em triiodotiroxina (T3) (hormônios
produzidos pela tireoide) e pode causar alterações bioquímicas isoladas (aumento do nível sérico de
T4 livre, com leve redução ou mesmo nível normal de T3 livre), em pacientes clinicamente
eutireoidianos (função normal da tireoide). Nesses casos, não há razão para a descontinuação do
tratamento.
Deve-se suspeitar de hipotireoidismo se os seguintes sinais clínicos, geralmente leves, ocorrerem:
ganho de peso, intolerância ao frio, diminuição das atividades, bradicardia excessiva. O diagnóstico
é comprovado pelo claro aumento do nível sérico de TSH ultrassensível. O eutireoidismo é
geralmente obtido dentro de 1 a 3 meses após a descontinuação do tratamento. Em situações onde
haja risco de vida, a terapia com amiodarona pode ser continuada, em combinação com L-tiroxina. A
dose de L-tiroxina deve ser ajustada de acordo com os níveis de TSH.
Anestesia (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento - Interações Medicamentosas” e
“Quais os males que este medicamento pode me causar?”)
Antes da cirurgia, o anestesista deve ser informado sobre o tratamento com amiodarona.
Gravidez e amamentação
A amiodarona é contraindicada durante a gravidez em virtude de seus efeitos na glândula tireoide do
feto a menos que, a critério médico, os benefícios superem os riscos ao feto.
A amiodarona é excretada no leite materno em quantidades significativas e por isso, é contraindicada
em lactantes.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento é
contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e
pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar
alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.
Populações especiais
Pacientes idosos: em pacientes idosos, a redução da frequência cardíaca pode ser mais pronunciada
com o uso da amiodarona.
Crianças: a segurança e eficácia da amiodarona em pacientes pediátricos não foram estabelecidas,
portanto a sua utilização não é recomendada.
Alterações na capacidade de dirigir e operar máquinas
De acordo com os dados de segurança da amiodarona, não existem evidências de que a amiodarona
prejudique a habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas.
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com cloridrato de amiodarona,
devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações Farmacodinâmicas
Interações medicamento-medicamento
• Medicamentos que induzem torsade de pointes ou prolongamento do QT
- Medicamentos que induzem torsade de pointes
As associações com medicamentos que podem induzir torsade de pointes são contraindicadas (vide
“Quando não devo usar este medicamento?”):
• Medicamentos antiarrítmicos tais como os da Classe Ia, sotalol, bepridil;
• Medicamentos não antiarrítmicos tais como: vincamina, alguns agentes neurolépticos, cisaprida,
eritromicina IV, pentamidina (quando administradas por via parenteral), uma vez que existe um
aumento no risco de ocorrer torsade de pointes potencialmente letal.
- Medicamentos que causam prolongamento QT
A administração concomitante de amiodarona com medicamentos conhecidos por prolongar o
intervalo QT deve estar baseada em uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios potenciais para
cada paciente, pois o risco de torsade de pointes pode aumentar (vide “O que devo saber antes de usar
este medicamento?”) e os pacientes devem ser monitorados quanto ao prolongamento do intervalo
QT.
Fluoroquinolonas (classe de antibiótico) devem ser evitadas por pacientes recebendo amiodarona.
• Medicamentos que reduzem a frequência cardíaca ou que causam distúrbios de automatismo
ou condução
As associações com estes medicamentos não são recomendadas.
- Betabloqueadores e bloqueadores do canal de cálcio que reduzem a frequência cardíaca
(verapamil, diltiazem), uma vez que podem ocorrer distúrbios de automatismo (bradicardia
excessiva) e de condução.
• Medicamentos que podem induzir hipocalemia:
As associações com os seguintes medicamentos não são recomendadas.
- Laxativos estimulantes podem levar à hipocalemia (diminuição da concentração de potássio no
sangue) e consequentemente, ao aumento do risco de torsade de pointes. Por isso, devem ser
utilizados outros tipos de laxantes.
Deve-se ter cautela quando os seguintes medicamentos são utilizados em associação com cloridrato
de amiodarona:
- Alguns diuréticos indutores de hipocalemia, isolados ou combinados;
- Corticosteroides sistêmicos (gluco-, mineralo-), tetracosactida;
- Anfotericina B (IV).
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Deve-se prevenir o início de hipocalemia (e corrigir a hipocalemia); o intervalo QT (intervalo
específico do eletrocardiograma) deve ser monitorado e, em caso de torsade de pointes, não
administrar antiarrítmicos (instituir marcapasso ventricular; pode ser administrado magnésio IV).
• Anestesia geral (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento?” e “Quais os males
que este medicamento pode me causar?”):
Foram relatadas complicações potencialmente severas em pacientes submetidos à anestesia geral:
bradicardia (irresponsiva à atropina), hipotensão, distúrbios da condução, redução do débito cardíaco
(volume de sangue bombeado pelo coração).
Foram observados casos muito raros de complicações respiratórias severas (síndrome de angústia
respiratória aguda do adulto), às vezes fatais, geralmente no período pós-cirúrgico imediato. Isto pode
estar relacionado com uma possível interação com altas concentrações de oxigênio.
Efeito de cloridrato de amiodarona sobre outros produtos
A amiodarona e/ou seu metabólito, a desetilamiodarona, inibem os CYP1A1, CYP1A2, CYP3A4,
CYP2C9, CYP2D6 e a glicoproteína P e podem aumentar a exposição de seus substratos.
Devido à longa meia-vida da amiodarona, as interações podem ser observadas por vários meses após
a descontinuação da amiodarona.
• Substratos P-gp
A amiodarona é um inibidor da P-gp. A administração concomitante com substratos da P-gp deverá
resultar em aumento de suas exposições.
- Digitálicos
Pode ocorrer perturbação no automatismo (bradicardia excessiva) e na condução atrioventricular
(ação sinérgica). Além disso, um aumento na concentração plasmática da digoxina é possível devido
à redução do clearance de digoxina.
Devem ser monitorados os níveis de digoxina plasmática e ECG. Os pacientes devem ser observados
quanto aos sinais clínicos de toxicidade digitálica. Pode ser necessário ajuste posológico do digitálico.
- Dabigatrana
Deve-se ter cautela quando a amiodarona é administrada com dabigatrana devido ao risco de
sangramento. Se necessário, ajustar a dose de dabigatrana de acordo com as informações de sua bula.
• Substratos do CYP 2C9
A amiodarona aumenta as concentrações de substratos da CYP 2C9 tais como varfarina ou fenitoína
através da inibição do citocromo P450 2C9.
- Varfarina
A combinação de varfarina com amiodarona pode exacerbar o efeito do anticoagulante oral, elevando
o risco de sangramento. É necessário monitorar os níveis de protrombina (INR) regularmente e ajustar
as doses orais de anticoagulante durante e após o tratamento com amiodarona.
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- Fenitoína (utilizado no tratamento da epilepsia):
A combinação de fenitoína com amiodarona pode resultar em superdose de fenitoína, resultando em
sinais neurológicos. Deve ser empregada monitoração clínica e a dose de fenitoína deve ser reduzida
logo que surgirem sinais de superdose. Devem ser determinados os níveis de fenitoína plasmática.
• Substratos do CYP 2D6
- Flecainida (utilizado no tratamento de arritmia cardíaca):
A amiodarona aumenta as concentrações plasmáticas da flecainida pela inibição do citocromo CYP
2D6. Portanto, a dose de flecainida deve ser ajustada.
• Substratos do CP450 3A4 (enzimas do fígado):
Quando tais substâncias são administradas concomitantemente com amiodarona, um inibidor do
CYP3A4, pode ocorrer um aumento de suas concentrações no plasma, o que poderá acarretar num
possível aumento de sua toxicidade.
- Ciclosporina (medicamento imunossupressor): a combinação com amiodarona pode aumentar os
níveis plasmáticos de ciclosporina. A dose deve ser ajustada.
- Fentanila (analgésico e anestésico): a combinação com amiodarona pode acentuar os efeitos
farmacológicos da fentanila e aumentar o risco de toxicidade.
- Estatinas (utilizados no tratamento do colesterol elevado): o risco de toxicidade muscular [ex.:
rabdomiólise (lesão muscular que pode levar a insuficiência dos rins)] é aumentado pela
administração concomitante de amiodarona e estatinas metabolizadas pelo CYP3A4 tais como
sinvastatina, atorvastatina e lovastatina. Recomenda-se o uso de estatinas não metabolizadas pelo
CYP3A4 quando administrado com amiodarona.
- Outros medicamentos metabolizados pelo CYP3A4: lidocaína (anestésico local), tacrolimus
(imunossupressor), sildenafila (para tratamento da disfunção erétil), midazolam (para tratamento
da ansiedade), triazolam (sedativo, calmante), diidroergotamina e ergotamina (utilizados para
tratamento da enxaqueca).
Efeito de outros produtos sobre cloridrato de amiodarona
Os inibidores do CYP 3A4 e do CYP 2C8 podem ter um potencial para inibir o metabolismo da
amiodarona e aumentar a sua exposição.
Recomenda-se evitar inibidores do CYP 3A4 (por exemplo, suco de toranja e determinados
medicamentos) durante o tratamento com amiodarona.
Outras interações medicamentosas com cloridrato de amiodarona (vide “O que devo saber
antes de usar este medicamento?”)
A administração concomitante de amiodarona com sofosbuvir em combinação com outro antiviral de
ação direta sobre o vírus da Hepatite C (como daclatasvir, simeprevir ou ledipasvir) não é
recomendada, pois pode levar à bradicardia sintomática grave. O mecanismo para este efeito de
bradicardia é desconhecido.
Se a coadministração não puder ser evitada, o monitoramento cardíaco é recomendado (vide “O que
devo saber antes de usar este medicamento?”)
Alimentos: Evitar o consumo de suco de toranja.
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Modelo de bula – Paciente
cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Testes laboratoriais: não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de cloridrato de
amiodarona em exames laboratoriais.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C). Proteger da luz.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento
Os comprimidos de cloridrato de amiodarona (100 mg e 200 mg) são brancos a quase brancos, em
formato circular, planos, com bordas chanfradas e com uma linha de quebra em um dos lados.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você
observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você deve tomar os comprimidos inteiros com quantidade suficiente de líquido, durante ou após as
refeições, por via oral.
Dose inicial de ataque: A dose de ataque usual varia de 600 a 1000 mg ao dia durante 8 a 10 dias.
Dose de manutenção: Determinar a dose mínima eficaz, que pode variar de 100 a 400 mg diários.
Considerando a longa meia-vida da amiodarona, o tratamento pode ser administrado em dias
alternados (200 mg em dias alternados quando a posologia recomendada é de 100 mg por dia).
Também tem sido adotado o esquema de “janela terapêutica”, administrando-se o medicamento
durante 5 dias e instituindo intervalo de 2 dias sem medicação.
Risco de uso por via de administração não recomendada
Não há estudos dos efeitos de cloridrato de amiodarona administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para garantir a eficácia deste medicamento, a administração deve ser
somente por via oral, conforme recomendado pelo seu médico.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Esta bula é atualizada com frequência. Entretanto, a bula disponível através do QR Code
corresponde à versão mais atual.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível. No entanto, se estiver
próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário, respeitando sempre o intervalo
determinado pela posologia. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo tempo.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-
dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação desconhecida (frequência não conhecida).
Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático
- Reações muito raras: anemia hemolítica (anemia devido à quebra anormal de hemácias nos vasos
sanguíneos), anemia aplástica (diminuição da produção de glóbulos vermelhos do sangue) e
trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas).
- Frequência desconhecida: neutropenia (diminuição do número de neutrófilos no sangue) e
agranulocitose (diminuição acentuada na contagem de células brancas do sangue).
Distúrbios do coração
- Reações comuns: bradicardia (diminuição do número de batimentos cardíacos) geralmente
moderada e dose dependente;
- Reações incomuns: aparecimento ou piora da arritmia (distúrbios do ritmo cardíaco), seguida, às
vezes, por parada cardíaca (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento?”); alterações da
condução (bloqueio sinoatrial e atrioventricular de vários graus) (vide “O que devo saber antes de
usar este medicamento?”);
- Reações muito raras: bradicardia acentuada ou parada sinusal em pacientes com disfunção do nódulo
sinusal e/ou em pacientes idosos;
- Reações com frequência desconhecida: torsade de pointes (tipo de alteração grave nos batimentos
cardíacos) (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).
Lesões, envenenamento e complicações processuais
- Reações com frequência desconhecida: Disfunção primária do enxerto após transplante cardíaco
(vide “Advertências e Precauções”)
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Distúrbios endócrinos (glandulares) (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento?”)
- Reações comuns: hipotireoidismo (diminuição da função da glândula tireoide); hipertireoidismo
(aumento da função da glândula tireoide), algumas vezes fatal;
- Reações muito raras: síndrome de secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH).
Distúrbios oculares
- Reações muito comuns: microdepósitos na córnea (parte transparente do olho que está na frente da
íris, que é a “cor do olho”), geralmente limitados à área subpupilar. Eles podem ser associados com a
percepção de halos coloridos, sob luz intensa ou de visão turva. Os microdepósitos na córnea
consistem em depósitos de complexos lipídicos e são reversíveis algum tempo após a suspensão do
tratamento;
- Reações muito raras: neuropatia ótica/ neurite (doença do sistema nervoso/lesão inflamatória ou
degenerativa dos nervos), que pode progredir para a cegueira (vide “O que devo saber antes de usar
este medicamento?”).
Distúrbios gastrintestinais (do aparelho digestivo)
- Reações muito comuns: Distúrbios gastrintestinais benignos (náuseas, vômitos, paladar fétido para
alimentos saudáveis) podem ocorrer em decorrência da dose de ataque e desaparecem com a redução
da dose.
- Frequência desconhecida: pancreatite (inflamação do pâncreas)/ pancreatite aguda, boca seca e
constipação (prisão de ventre).
Distúrbios gerais
- Reação de frequência desconhecida: Granuloma (pequeno nódulo inflamatório), incluindo
granuloma de medula óssea.
Distúrbios hepatobiliares (do fígado e da bile) (vide “O que devo saber antes de usar este
medicamento?”)
- Reações muito comuns: aumento isolado das transaminases séricas (enzimas do fígado), que são
normalmente moderados (1,5 a 3 vezes o valor normal) no início da terapia. Os níveis podem retornar
ao normal com redução da dose ou mesmo espontaneamente;
- Reações comuns: distúrbios hepáticos agudos com aumento das transaminases séricas e/ou icterícia
(coloração amarelada da pele), incluindo insuficiência hepática, que às vezes pode ser fatal;
- Reações muito raras: doença hepática crônica (pseudo hepatite alcoólica, cirrose), às vezes fatal.
Distúrbios do sistema imunológico
- Frequência desconhecida: edema angioneurótico - Edema de Quincke (inchaço não infamatório da
pele, mucosas, vísceras e cérebro, de início súbito e com duração de horas a dias, acompanhado de
outros sintomas como por exemplo, febre), reações anafiláticas/anafilactoides (reação alérgica grave
e imediata), incluindo choque.
- Reação muito rara: aumento do nível sérico de creatinina.
Distúrbios do metabolismo e nutrição
- Frequência desconhecida: diminuição do apetite.
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Modelo de bula – Paciente
cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo
- Frequência desconhecida: síndrome lupus-like (um tipo de doença auto-imune)
Distúrbios do sistema nervoso
- Reações comuns: tremor extra-piramidal, pesadelos e distúrbios do sono;
-Reações incomuns: neuropatia periférica sensorimotor (distúrbio dos nervos periféricos) e/ou
miopatia são geralmente reversíveis com a descontinuação do tratamento;
- Reações muito raras: ataxia cerebelar (falta de controle sobre os músculos), hipertensão
intracraniana benigna (caracterizada por dor de cabeça, náusea, alteração dos campos visuais,
obscurações visuais transitórias e zumbido pulsátil), cefaleia (dor de cabeça);
- Frequência desconhecida: parkinsonismo, parosmia (distúrbio do olfato).
Distúrbios psiquiátricos
- Frequência desconhecida: delírio/estado confusional, alucinação.
Distúrbios mamários e do sistema reprodutivo
- Reações muito raras: epididimites (inflamação do epidídimo, uma estrutura do testículo),
impotência.
- Frequência desconhecida: diminuição da libido.
Distúrbios respiratórios, torácicos e no mediastino
- Reações comuns: toxicidade pulmonar (pneumonite alveolar/ intersticial ou fibrose, pleurite,
bronquiolite obliterante com pneumonia em organização) às vezes fatal (vide “O que devo saber antes
de usar este medicamento?”);
- Frequência desconhecida: hemorragia pulmonar;
- Reações muito raras: broncoespasmo (inflamação dos brônquios) em pacientes com insuficiência
respiratória severa, especialmente em pacientes asmáticos. Síndrome de angústia respiratória aguda
do adulto (tipo de insuficiência pulmonar), algumas vezes fatal, geralmente no período pós-cirúrgico
imediato (possível interação com elevadas concentrações de oxigênio) (vide “O que devo saber antes
de usar este medicamento?”).
Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
- Reação muito comum: fotossensibilidade (sensibilidade à luz);
- Reações comuns: pigmentação grisácea (coloração acinzentada) ou azulada da pele no caso de
utilização prolongada ou de altas doses diárias. Com a interrupção do tratamento essa pigmentação
desaparece lentamente;
- Reações muito raras: eritema durante o uso de radioterapia, “rash” cutâneos, normalmente
inespecíficos, dermatite esfoliativa, alopecia (queda de cabelo);
- Frequência desconhecida: eczema (inflamação da pele na qual ela fica vermelha, escamosa e
algumas vezes com rachaduras ou pequenas bolhas), urticária (erupção na pele, geralmente de origem
alérgica, que causa coceira), reações de pele severas às vezes fatal incluindo necrólise epidérmica
tóxica/síndrome de Stevens-Johnson, dermatite bolhosa e reação medicamentosa com eosinofilia e
sintomas sistêmicos.
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Distúrbios vasculares
Reação muito rara: vasculite (inflamação do vaso sanguíneo).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de
atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Sintomas
Não há muitos dados disponíveis sobre superdose de amiodarona oral. Foram relatados raros casos
de bradicardia sinusal (diminuição do número de batimentos cardíacos), bloqueio cardíaco,
taquicardia ventricular (aumento do número de batimentos cardíacos), torsade de pointes,
insuficiência circulatória e disfunção hepática.
Tratamento
O tratamento deve ser sintomático. A amiodarona e seus metabólitos não são removidos em diálise.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico
e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você
precisar de mais orientações.
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
III) DIZERES LEGAIS
Registro: 1.2352.0189
Produzido por:
Sun Pharmaceutical Industries Ltd.
Industrial Area 3 A.B. Road, Dewas, 455 001, Madhya Pradesh, Índia
Registrado e importado por:
Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
R. Francisco de S e Melo, 252, Armazéns 1 e 2 Anexo parte 1B, Cordovil, Rio de Janeiro - RJ
CEP: 21.010-410
CNPJ: 73.663.650/0001-90
SAC: 0800 704 7222
VENDA SOB PRESCRIÇÃO
AMIO_VPAC_10
01/2026
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Anexo B – Histórico de Alteração da Bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente Nº Expediente Assunto Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula Versões
(VP/VPS)
Apresentações
relacionadas
03/07/2014 0529774/14-5
10459 –
GENÉRICO –
Inclusão Inicial
de Texto de
Bula – RDC
60/12
03/07/2014 0529774/14-5
10459 –
GENÉRICO –
Inclusão Inicial
de Texto de
Bula – RDC
60/12
03/07/2014 Versão inicial VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 comprimidos
200 mg: embalagens com
20 e 30 comprimidos
29/08/2014 0720791/14-3
10452-
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC 60/12
N/A N/A NA N/A Versão inicial VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 e 30 comprimidos
28/04/2021 1630446/21-2
10452-
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC 60/12
N/A N/A NA N/A
VP
4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
8. QUAIS OS MALES
QUE ESTE
MEDICAMENTO PODE
ME CAUSAR?
VPS
2. RESULTADOS DE
EFICÁCIA
5. ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
9. REAÇÕES
ADVERSAS
VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 e 30 comprimidos
200 mg: embalagens com
20, 30 e 500 comprimidos
(Retorno da
comercialização de
apresentação 200 mg x
500's)
30/04/2021 1660388/21-5
10452-
GENÉRICO -
Notificação de
31/03/2021 1227419/21-4
11112 - RDC
73/2016 -
GENÉRICO -
-
VP
5. ONDE, COMO E POR
QUANTO TEMPO
VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 e 30 comprimidos
200 mg: embalagens com
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
Alteração de
Texto de Bula
– RDC 60/12
Mudança de
condição de
armazenamento
adicional do
medicamento
POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
VPS
7. CUIDADOS DE
ARMAZENAMENTO DO
MEDICAMENTO
(Cuidados de conservação
e descrição das
características físicas)
20, 30 e 500 comprimidos
10/01/2024 0031989/24-1
10452-
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
24/10/2023 1152815/23-7
70798 – AFE -
ALTERAÇÃO -
Medicamentos
e/ou Insumos
Farmacêuticos –
Endereço Matriz
12/12/2023 DIZERES LEGAIS VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 e 30 comprimidos
200 mg: embalagens com
20, 30 e 500 comprimidos
07/11/2024 1537936/24-7
10452-
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A NA N/A
DIZERES LEGAIS
VP
3. QUANDO NÃO DEVO
USAR ESTE
MEDICAMENTO?
4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
5. ONDE, COMO E POR
QUANTO TEMPO POSSO
GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
VPS
4. CONTRAINDICAÇÕES
5. ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
7. CUIDADOS DE
ARMAZENAMENTO DO
MEDICAMENTO
VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 e 30 comprimidos
200 mg: embalagens com
20, 30 e 500 comprimidos
26/02/2025 0272854/25-5 10452- N/A N/A NA N/A VP VP/VPS 100 mg: embalagem com
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cloridrato de amiodarona 100 mg e 200 mg
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
3. QUANDO NÃO DEVO
USAR ESTE
MEDICAMENTO?
4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
6.COMO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO?
VPS
4. CONTRAINDICAÇÕES
5. ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
20 e 30 comprimidos
200 mg: embalagens com
20, 30 e 500 comprimidos
26/02/2025 0273292/25-1
10452-
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A NA N/A
IDENTIFICAÇÃO DO
MEDICAMENTO
DIZERES LEGAIS
VP
3. QUANDO NÃO DEVO
USAR ESTE
MEDICAMENTO?
4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
6. COMO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO?
VPS
3. CARACTERÍSTICAS
FARMACOLÓGICAS
4. CONTRAINDICAÇÕES
5. ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
8. POSOLOGIA E MODO
DE USAR
VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 e 30 comprimidos
200 mg: embalagens com
20, 30 e 500 comprimidos
- -
10452-
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
N/A N/A NA N/A
VP
4. O QUE DEVO SABER
ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
VP/VPS
100 mg: embalagem com
20 e 30 comprimidos
200 mg: embalagens com
20, 30 e 500 comprimidos
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Texto de Bula –
RDC 60/12
VPS
5. ADVERTÊNCIAS E
PRECAUÇÕES
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Especificações
| Código do Produto | 137011 |
|---|---|
| Marca | RANBAXY |
| Código de Barras | 7897076911582 |
| Princípio ativo | CLORIDRATO DE AMIODARONA |
| Registro MS | 1235201890047 |
| Dosagem | 200 MG |
| Tipo | Genérico |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | Comprimido |
| Classe terapêutica | ANTIARRITMICOS |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |