Cloridrato de Nortriptilina Teuto 25mg, caixa com 30 cápsulas duras
Vendido e entregue por Pedpharma
cloridrato de nortriptilina
25 MG
CLORIDRATO DE NORTRIPTILINA
cloridrato de nortriptilina é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
Venda sob prescrição médica com retenção de receita
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Bula
cloridrato de nortriptilina
Cápsula dura 25mg
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MODELO DE BULA COM INFORMAÇÕES AO PACIENTE
cloridrato de nortriptilina
Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.
APRESENTAÇÃO
Cápsula dura 25mg
Embalagem contendo 30 cápsulas.
USO ORAL
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada cápsula dura contém:
cloridrato de nortriptilina (equivalente a 25mg de nortriptilina)............................................28,5mg
Excipiente q.s.p....................................................................................................................1 cápsula
Excipientes: amido e estearato de magnésio.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Este medicamento tem como princípio ativo o cloridrato de nortriptilina que é um antidepressivo.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O cloridrato de nortriptilina é um antidepressivo tricíclico não inibidor da monoaminoxidase. O
mecanismo de melhora do humor por antidepressivos tricíclicos é, no momento, desconhecido.
O cloridrato de nortriptilina inibe a recaptação de norepinefrina e serotonina no Sistema Nervoso
Central, mas sua atividade como antidepressivo é mais complexa e não muito elucidada. Ele
aumenta o efeito vasoconstritor da norepinefrina, mas bloqueia a resposta vasoconstritora da
feniletilamina.
O início de ação é de 2 semanas. Uma melhora inicial pode ocorrer dentro de 2 a 7 dias. Pacientes
idosos deprimidos podem precisar de 6 semanas para responder.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contraindicações: É contraindicado o uso de cloridrato de nortriptilina ou de outros
antidepressivos tricíclicos simultaneamente com inibidores da monoaminoxidase (IMAO).
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Advertências
Piora clínica e risco de suicídio
Pacientes com distúrbio depressivo principal, adulto e pediátrico, podem experimentar piora da
sua depressão e/ou o surgimento do pensamento e comportamento suicida ou mudanças
incomuns de comportamento, se eles estiverem tomando ou não medicamentos antidepressivos, e
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este risco pode persistir até que ocorra remissão significante. Existe uma preocupação de longa
data de que os antidepressivos possam induzir a piora da depressão e o surgimento do
comportamento suicida em determinados pacientes. Os antidepressivos aumentaram o risco do
pensamento e comportamento suicida em estudos de curta duração em crianças e adolescentes
com Distúrbio Depressivo Principal (DDP) e outros distúrbios psiquiátricos.
Análises coletadas de estudos placebo-controlado de curta duração de nove drogas
antidepressivas (ISRSs e outras) em crianças e adolescentes com DDP, transtorno obsessivo-
compulsivo (TOC), ou outros distúrbios psiquiátricos (um total de 24 estudos envolvendo 4.400
pacientes) têm revelado um risco maior de eventos adversos representando pensamento ou
comportamento suicida, durante os primeiros meses de tratamento, naqueles recebendo
antidepressivos. O risco médio de tais eventos de pacientes recebendo antidepressivos foi de 4%,
o dobro do risco com placebo que foi de 2%.
Há uma variação considerável de risco dentre as drogas, mas uma tendência de aumento para
quase todas elas foram estudadas. O risco do comportamento suicida foi mais consistentemente
observado nos estudos de DDP, mas há sinais de risco levantados em alguns estudos em outras
indicações (transtorno obsessivo-compulsivo e distúrbio da ansiedade social) também. Não
ocorreram suicídios em nenhum destes estudos. Não se sabe se o risco de comportamento suicida
em pacientes pediátricos estende-se ao uso crônico, isto é, durante vários meses. Também não se
sabe se o comportamento suicida estende-se à adultos.
Todos os pacientes pediátricos que estão sendo tratados com antidepressivos para qualquer
indicação, devem ser observados com atenção quanto à piora do quadro clínico, comportamento
suicida e mudanças incomuns de comportamento, especialmente durante os primeiros meses da
medicação, ou nas alterações de dose, tanto aumento quanto redução. Tal observação incluiria,
geralmente, uma consulta presencial, pelo menos semanalmente, com pacientes ou algum
familiar ou cuidador durante as primeiras 4 semanas de tratamento, posteriormente visitas a cada
4 semanas, e mais adiante, a cada 12 semanas e, quando clinicamente indicado, além das 12
semanas. Adicionalmente, o contato por telefone pode ser apropriado entre as visitas presenciais.
Adultos com DDP ou depressão comórbida, nos quais outras doenças psiquiátricas estão sendo
tratadas com antidepressivos, devem ser observados similarmente quanto à piora do quadro
clínico e comportamento suicida, especialmente durante os primeiros meses da medicação, ou nas
alterações de dose, tanto aumento quanto redução.
Os seguintes sintomas de ansiedade: agitação, ataque de pânico, insônia, irritabilidade,
hostilidade, agressividade, impulsividade, inquietação psicomotora, hipomania e mania, têm sido
relatados em pacientes adultos e pediátricos tratados com antidepressivos para os principais
distúrbios, tão bem quanto para outras indicações, tanto as psiquiátricas quanto as não
psiquiátricas. Apesar da ligação causal entre o surgimento de tais sintomas e a piora da depressão
e/ou o surgimento dos impulsos de suicídio não tenha sido estabelecido, existe a preocupação de
que tais sintomas possam representar precursores para o aparecimento do comportamento suicida.
Deve-se considerar a alteração do regime terapêutico, incluindo a possibilidade de
descontinuação da medicação, em pacientes cuja depressão piora persistentemente, ou aqueles
que estão vivenciando o aparecimento do comportamento suicida ou com sintomas que podem
ser precursores da piora da depressão ou do comportamento suicida, especialmente se estes
sintomas forem graves, de início repentino, ou não faziam parte do quadro de sintomas do
paciente.
Familiares e cuidadores de pacientes pediátricos tratados com antidepressivos para os principais
distúrbios depressivos ou outras indicações, tanto psiquiátricas quanto não psiquiátricas, devem
ser alertados sobre a necessidade de monitorar os pacientes quanto ao aparecimento de agitação,
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irritabilidade, mudanças incomuns de comportamento e de outros sintomas descritos acima, tão
bem quanto o aparecimento do comportamento suicida, e relatar tais sintomas imediatamente ao
médico do paciente. As prescrições de cloridrato de nortriptilina devem ser feitas considerando a
menor quantidade de cápsulas consistente com o bom gerenciamento do paciente, para reduzir o
risco de superdose.
Familiares e cuidadores de adultos em tratamento da depressão devem ser similarmente
aconselhados.
Examinando pacientes com transtorno bipolar: o principal episódio depressivo pode ser a
apresentação inicial do transtorno bipolar. Acredita-se, geralmente, (embora não estabelecido em
estudos clínicos) que tratando tal episódio com apenas um antidepressivo pode aumentar a
probabilidade de precipitação de um episódio de mania/misto em pacientes com risco de
transtorno bipolar.
Não se sabe se os sintomas acima representam tal conversão. Entretanto, antes de iniciar o
tratamento com um antidepressivo, pacientes com sintomas depressivos devem ser
adequadamente examinados para determinar se eles estão em risco de ter o transtorno bipolar; tal
exame deve conter uma história psiquiátrica detalhada, incluindo um histórico familiar de
suicídio, transtorno bipolar e depressão. Deve ser notado que o cloridrato de nortriptilina não está
aprovado para o tratamento da depressão bipolar.
Pacientes com doença cardiovascular: pacientes com doença cardiovascular deverão tomar o
cloridrato de nortriptilina somente sob estrita supervisão, devido à tendência da droga produzir
aumento da frequência cardíaca e alterar o tempo de condução do ritmo do coração. Há relatos de
infarto do miocárdio, arritmia e acidente vascular cerebral. A ação anti-hipertensiva da
guanetidina e de agentes similares pode ser bloqueada. Por causa de sua atividade anticolinérgica,
o cloridrato de nortriptilina deve ser usado com muita cautela em pacientes que têm glaucoma ou
história de retenção urinária.
Pacientes com história de crise convulsivas: esses pacientes deverão ser rigorosamente
monitorados quando da administração de cloridrato de nortriptilina, visto que este medicamento
pode reduzir o limiar convulsivo.
Pacientes com hipertiroidismo: muito cuidado deve ser tomado quando cloridrato de
nortriptilina for administrado a pacientes com hipertireoidismo ou que estiverem em tratamento
com hormônios tireoidianos, devido à possibilidade de ocorrerem arritmias cardíacas.
Diminuição da concentração e/ou da capacidade de execução de tarefas arriscadas: o
cloridrato de nortriptilina pode prejudicar a concentração e/ou a capacidade de execução de
tarefas arriscadas, como operar máquinas ou dirigir automóveis; portanto, deve-se alertar o
paciente em relação a este risco.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua
habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo
o paciente a quedas ou acidentes.
Associação com álcool: o consumo excessivo de álcool durante o tratamento com a nortriptilina
pode produzir efeito potencializador, capaz de aumentar o risco de tentativas de suicídio ou de
superdose, especialmente em pacientes com história de distúrbios emocionais ou ideação suicida.
Associação com quinidina: a administração concomitante de quinidina e nortriptilina pode
resultar no aumento significativo da meia-vida plasmática, aumento da AUC, e redução do
clearance (depuração) da nortriptilina.
Síndrome serotoninérgica: o desenvolvimento de uma síndrome serotoninérgica potencialmente
fatal foi relatado com ISRSs e ISRSNs, incluindo cloridrato de nortriptilina, sozinho, mas
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particularmente com o uso concomitante de outras drogas serotonérgicas. Os sintomas da
síndrome serotoninérgica podem incluir alterações do estado mental (por exemplo, agitação,
alucinações, delírio e coma), instabilidade autonômica (por exemplo, taquicardia, pressão
sanguínea lábil, tontura, diaforese, rubor, hipertermia), alterações neuromusculares (por exemplo,
tremor, rigidez, mioclonia, hiperreflexia, incoordenação), convulsões e/ou sintomas
gastrointestinais (por exemplo, náuseas, vômitos, diarreia). Os pacientes devem ser monitorados
para o surgimento da síndrome serotoninérgica.
O uso concomitante de cloridrato de nortriptilina com IMAOs para o tratamento de transtornos
psiquiátricos é contraindicado. O cloridrato de nortriptilina também não deve ser iniciado em um
paciente que esteja sendo tratado com IMAOs, como linezolida ou azul de metileno intravenoso.
Pode haver circunstâncias em que seja necessário iniciar o tratamento com um IMAO, como
linezolida ou azul de metileno intravenoso, em um paciente em tratamento com o cloridrato de
nortriptilina. O cloridrato de nortriptilina deve ser descontinuado antes de iniciar o tratamento
com IMAO (ver “Quando não devo usar este medicamento” e “Como devo usar este
medicamento”).
Se o uso concomitante de cloridrato de nortriptilina com outras drogas serotonérgicas, incluindo
triptanos, antidepressivos tricíclicos, fentanil, lítio, tramadol, buspirona, triptofano e Erva de São
João (Hypericum perforatum - um medicamento fitoterápico usado para o tratamento de
depressão) for clinicamente justificado, os pacientes devem ser informados sobre um risco
potencial aumentado para síndrome serotoninérgica, particularmente durante o início do
tratamento e aumentos de dose.
O tratamento com cloridrato de nortriptilina e quaisquer agentes serotoninérgicos concomitantes
devem ser descontinuado imediatamente se os eventos acima ocorrerem e um tratamento
sintomático de suporte deve ser iniciado.
Síndrome de Brugada: houve notificações pós-comercialização de uma associação entre o
tratamento com cloridrato de nortriptilina e o desmascaramento da síndrome de Brugada. A
síndrome de Brugada é um distúrbio caracterizado por síncope, achados eletrocardiográficos
(ECG) anormais e risco de morte súbita. O cloridrato de nortriptilina geralmente deve ser evitado
em pacientes com síndrome de Brugada ou aqueles com suspeita de síndrome de Brugada.
Glaucoma de ângulo fechado: a dilatação pupilar que ocorre após o uso de muitos
medicamentos antidepressivos, incluindo o cloridrato de nortriptilina, pode desencadear um
ataque de ângulo fechado em um paciente com ângulos anatomicamente estreitos que não tem
uma iridectomia patente.
Precauções
Informações para pacientes: prescritores ou outros profissionais da saúde devem informar os
pacientes, seus familiares e seus cuidadores sobre os benefícios e os riscos associados ao
tratamento com cloridrato de nortriptilina e devem aconselhá-los no seu uso apropriado.
Piora clínica e risco de suicídio: deve-se recomendar aos pacientes, seus familiares e seus
cuidadores que se atentem quanto ao aparecimento de ansiedade, agitação, ataque do pânico,
insônia, irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade, inquietação psicomotora,
hipomania, mania, outras mudanças incomuns de comportamento, piora da depressão, ideação
suicida, especialmente no início do tratamento com antidepressivo e quando a dose é ajustada
para mais ou para menos. Familiares e cuidadores de pacientes devem ser aconselhados a
observarem a manifestação de tais sintomas diariamente, pois as alterações podem acontecer
repentinamente. Tais sintomas devem ser relatados ao médico do paciente, especialmente se
forem graves, de início abrupto, ou que não faziam parte do quadro de sintomas vivenciado pelo
paciente. Sintomas como estes podem estar associados com um aumento do risco de pensamento
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e comportamento suicida e indicam uma necessidade de monitoramento próximo e,
possivelmente, a alteração na medicação.
O uso de cloridrato de nortriptilina em pacientes esquizofrênicos pode produzir exacerbação da
psicose ou ativar sintomas esquizofrênicos latentes. Se o medicamento for administrado a
pacientes demasiadamente ativos ou agitados, pode ocorrer aumento de ansiedade e de agitação.
Em pacientes com distúrbio bipolar, cloridrato de nortriptilina pode induzir à manifestação de
sintomas de mania.
Em alguns pacientes, cloridrato de nortriptilina pode induzir um quadro de hostilidade. Como
com outros medicamentos dessa classe terapêutica, podem ocorrer convulsões, por redução do
limiar convulsivo.
Quando for indispensável, o medicamento poderá ser administrado com terapia eletroconvulsiva,
embora os riscos possam aumentar. Se possível, deve-se descontinuar o medicamento por vários
dias antes de cirurgias eletivas.
Considerando-se que a possibilidade de tentativa de suicídio por parte de um paciente deprimido
permanece após o início do tratamento, é importante que, em qualquer ocasião durante o mesmo,
se evite que grandes quantidades do medicamento fiquem à disposição do paciente.
Alterações na glicemia: tanto a elevação quanto a redução dos níveis de açúcar no sangue foram
relatadas.
Alterações oculares: os pacientes devem ser informados de que tomar cloridrato de nortriptilina
pode causar dilatação pupilar leve, que em indivíduos suscetíveis, pode levar a um episódio de
glaucoma de ângulo fechado. O glaucoma preexistente quase sempre é o glaucoma de ângulo
aberto porque o glaucoma de ângulo fechado, quando diagnosticado, pode ser tratado
definitivamente com iridectomia. O glaucoma de ângulo aberto não é um fator de risco para o
glaucoma de ângulo fechado. Os pacientes podem desejar ser examinados para determinar se são
suscetíveis ao fechamento do ângulo e ter um procedimento profilático (por exemplo,
iridectomia), se forem suscetíveis.
Gravidez e lactação
Ainda não está estabelecida a segurança do uso de cloridrato de nortriptilina durante a gravidez e
a lactação; portanto, quando o cloridrato de nortriptilina for administrado a pacientes grávidas,
em período de lactação ou a mulheres com possibilidade de engravidar, os potenciais benefícios
devem ser pesados contra os possíveis riscos. Estudos de reprodução animal apresentaram
resultados inconclusivos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista.
Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois pode ser
excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou
cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a
alimentação do bebê.
Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.
Uso em crianças
A segurança e eficácia de cloridrato de nortriptilina em pacientes pediátricos ainda não foram
estabelecidas. Portanto, o uso deste medicamento em crianças deve ser avaliado, considerando os
potenciais riscos contra as necessidades clínicas do paciente.
Uso Geriátrico
Os estudos clínicos de cloridrato de nortriptilina não incluíram um número suficiente de
indivíduos com 65 anos ou mais para determinar se eles respondem de forma diferente de
indivíduos mais jovens. Outra experiência clínica relatada indica que, assim com outros
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antidepressivos tricíclicos, eventos adversos hepáticos são observados muito raramente em
pacientes idosos e mortes associadas a lesão hepática colestática foram relatadas em casos
isolados. A função cardiovascular, particularmente arritmias e flutuações na pressão arterial, deve
ser monitorada. Também houve relatos de estados confusionais após a administração de
antidepressivos tricíclicos em idosos. Concentrações plasmáticas mais elevadas do metabólito
nortriptilina ativo, 10-hidroxinortriptilina, também foram relatadas em pacientes idosos. Como
com outros antidepressivos tricíclicos, a seleção da dose para um paciente idoso deve geralmente
ser limitada à menor dose diária total efetiva (ver “Como devo usar este medicamento?”).
Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
A administração de reserpina durante o tratamento com um antidepressivo tricíclico pode
produzir efeito “estimulante” em alguns pacientes deprimidos.
Recomenda-se supervisão rigorosa e ajuste cuidadoso da posologia quando cloridrato de
nortriptilina for administrado em associação com outros medicamentos anticolinérgicos e
simpatomiméticos.
A administração concomitante de cimetidina pode aumentar significativamente as concentrações
plasmáticas de antidepressivos tricíclicos. O paciente deve ser informado de que o efeito de
bebidas alcoólicas pode ser potencializado.
Há relato de um caso de hipoglicemia significativa em um paciente com diabetes tipo II em
tratamento com clorpropamida (250mg/dia), após a adição de nortriptilina (125mg/dia).
Drogas metabolizadas pelo citocromo P450 2D6: a atividade bioquímica da metabolização do
fármaco pela isoenzima citocromo P450 2D6 (hidroxilase debrisoquina) é reduzida a uma
pequena parcela da população caucasiana (cerca de 7% a 10% de caucasianos que são chamados
de “metabolizadores lentos”); estimativas confiáveis da prevalência da atividade reduzida da
isoenzima P450 2D6 entre os asiáticos, africanos e outras populações não estão ainda disponíveis.
Os “metabolizadores lentos” apresentam concentrações plasmáticas mais elevadas do que as
esperadas de antidepressivos tricíclicos (ATCs) em doses usuais. Dependendo da fração do
fármaco metabolizado pela P450 2D6, o aumento na concentração plasmática pode ser pequeno
ou muito grande (aumento de 8 vezes na AUC de ATCs no plasma).
Adicionalmente, certas drogas inibem a atividade desta isoenzima e fazem com que os
metabolizadores normais assemelhem-se aos “metabolizadores lentos”. Um indivíduo que é
estável numa determinada dose de ATCs, pode tornar-se abruptamente intolerante quando uma
destas substâncias inibidoras é administrada em terapia concomitante.
Os fármacos que inibem o citocromo P450 2D6 incluem algumas que não são metabolizadas pela
enzima (quinidina, cimetidina) e muitas outras que são substratos para o P450 2D6 (vários
antidepressivos, fenotiazinas e os antiarrítmicos tipo 1C propafenona e flecainida). Embora todos
os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), por ex., fluoxetina, sertralina e
paroxetina, inibam o P450 2D6, eles podem variar na extensão desta inibição. A definição de
quais interações ISRSs e ATCs podem apresentar problemas clínicos, dependerá do grau da
inibição e da farmacocinética do ISRS envolvido. Apesar disso, recomenda-se cautela na
coadministração de ATCs com qualquer ISRSs e também na transição de um para outro. É
particularmente importante, que se tenha transcorrido tempo suficiente antes de se iniciar a
terapia com ATC no paciente cujo tratamento com fluoxetina foi descontinuado, devido à longa
meia-vida do fármaco inalterado e do metabólito ativo (pelo menos 5 semanas podem ser
necessárias).
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O uso concomitante de antidepressivos tricíclicos com fármacos que possam inibir o citocromo
P450 2D6 pode requerer doses mais baixas do que as usualmente prescritas, tanto para
antidepressivos tricíclicos quanto para outras drogas.
Além disso, sempre que uma destas outras substâncias forem descontinuadas da coterapia, uma
dose maior de antidepressivos tricíclicos pode ser necessária. É recomendável monitorar o nível
plasmático de ATCs sempre que estes forem coadministrados com outros fármacos inibidores do
P450 2D6.
Inibidores da monoamina oxidase (IMAOs): (ver “Advertências e Precauções” e “Como devo
usar este medicamento?”).
Drogas Serotonérgicas: (ver “Advertências e Precauções” e “Como devo usar este
medicamento?”).
Uso de cloridrato de nortriptilina com outros IMAOs, como linezolida ou azul de metileno:
não inicie o cloridrato de nortriptilina em um paciente que esteja sendo tratado com linezolida ou
azul de metileno intravenoso devido ao risco aumentado de síndrome serotoninérgica. Em um
paciente que requer tratamento mais urgente de uma condição psiquiátrica, outras intervenções,
incluindo hospitalização, devem ser consideradas (ver “Quando não devo usar este
medicamento?” e “O que devo saber antes de usar este medicamento?” - Advertências). Em
alguns casos, um paciente que já está recebendo terapia com cloridrato de nortriptilina pode
precisar de tratamento urgente com linezolida ou azul de metileno intravenoso. Se alternativas
aceitáveis ao tratamento com linezolida ou azul de metileno intravenoso não estiverem
disponíveis e os benefícios potenciais do tratamento com linezolida ou azul de metileno
intravenoso forem considerados maiores do que os riscos da síndrome serotoninérgica em um
paciente específico, o cloridrato de nortriptilina deve ser interrompido imediatamente e linezolida
ou azul de metileno intravenoso pode ser administrado. O paciente deve ser monitorado quanto a
sintomas de síndrome serotoninérgica por duas semanas ou até 24 horas após a última dose de
linezolida ou azul de metileno intravenoso, o que ocorrer primeiro. Terapia com cloridrato de
nortriptilina pode ser reiniciado 24 horas após a última dose de linezolida ou azul de metileno
intravenoso (ver Advertências). O risco de administrar azul de metileno por vias não intravenosas
(como comprimidos orais ou por injeção local) ou em doses intravenosas muito inferiores a
1mg/kg com cloridrato de nortriptilina não é claro. O médico deve, no entanto, estar ciente da
possibilidade de sintomas emergentes da síndrome serotoninérgica com esse uso (ver
Advertências).
Atenção: Contém o corante dióxido de titânio que pode, eventualmente, causar reações
alérgicas.
As cápsulas não devem ser partidas, abertas ou mastigadas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento. Não use este medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser
perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
ARMAZENAR EM TEMPERATURA AMBIENTE (DE 15°C A 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.
Características do medicamento: Pó branco a quase branco. Cápsula gelatinosa dura, tamanho
3, de cor branco/branco.
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Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e
você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá
utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O uso de cloridrato de nortriptilina não é recomendado em crianças.
O cloridrato de nortriptilina é administrado por via oral, na forma de cápsulas. Doses menores do
que as usuais são recomendadas para pacientes idosos e adolescentes. Recomendam-se doses
mais baixas para pacientes ambulatoriais do que para pacientes internados, sob rigorosa
supervisão. Deve-se iniciar o tratamento com doses baixas e aumentá-las gradualmente,
observando-se com cuidado a resposta clínica e eventuais evidências de intolerância. Após a
remissão, a manutenção do medicamento pode ser necessária por um período de tempo
prolongado na dose que mantenha a remissão.
Se o paciente desenvolver efeitos colaterais discretos, deve-se reduzir a dose. O medicamento
deve ser suspenso imediatamente, se ocorrerem efeitos colaterais graves ou manifestações
alérgicas. A duração do tratamento é conforme orientação médica.
Dose usual para adultos: 25mg três ou quatro vezes ao dia; o tratamento deve ser iniciado com
doses baixas, aumentadas de acordo com a necessidade. Como esquema posológico alternativo, a
dose diária total pode ser administrada uma vez ao dia. Quando forem administradas doses diárias
superiores a 100mg, os níveis plasmáticos de nortriptilina deverão ser monitorizados e mantidos
na faixa de 50-150ng/mL. Não são recomendadas doses diárias superiores a 150mg.
Pacientes idosos e adolescentes: 30mg a 50mg por dia, em 2 ou 3 administrações, ou a dose
total diária pode ser administrada uma vez ao dia.
Estudos clínicos de cloridrato de nortriptilina não incluíram números suficientes de pacientes
acima de 65 anos para determinar se eles respondem diferentemente dos pacientes jovens. Outra
experiência clínica relatada indica que, assim como ocorre com outros antidepressivos tricíclicos,
eventos adversos hepáticos (caracterizado principalmente pela icterícia e aumento das enzimas do
fígado) são observados muito raramente em pacientes geriátricos e, mortes associadas ao dano no
fígado colestático têm sido relatados isoladamente. A função cardiovascular, particularmente
arritmias e flutuações na pressão sanguínea, deve ser monitorada. Existem também relatos de
estados de confusão seguidos da administração de antidepressivos tricíclicos em idosos. Aumento
da concentração plasmática do metabólito ativo de nortriptilina, 10-hidroxinortriptilina, tem sido
relatado também em pacientes idosos. Assim como outros antidepressivos tricíclicos, a escolha
da dose para este grupo de pacientes deve, geralmente, ser limitada à menor dose diária total
efetiva.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?
Se você se esquecer de tomar seu medicamento, tome assim que puder. Se estiver quase na hora
da próxima dose, espere até lá e então tome seu medicamento e pule a dose esquecida. Não tome
medicamento a mais para compensar a dose esquecida. Se você toma apenas uma dose na hora de
dormir, você não deve tomar a dose esquecida de manhã.
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Sintomas de abstinência: Embora essas manifestações não sejam indicativas de dependência, a
suspensão abrupta do medicamento após tratamento prolongado pode produzir náusea, cefaleia e
indisposição.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-
dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Nota: na relação apresentada a seguir, estão incluídas algumas reações adversas que, não
necessariamente, foram relatadas com esta substância. Contudo, as similaridades farmacológicas
entre os medicamentos antidepressivos tricíclicos requerem que cada uma das reações
discriminadas abaixo seja considerada quando a nortriptilina for administrada.
Cardiovasculares – Aumento ou diminuição da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca,
palpitação, infarto do miocárdio, ritmo irregular do coração, parada cardíaca, acidente vascular
cerebral.
Psiquiátricas – Estados de confusão mental (principalmente em idosos) com alucinações,
desorientação, delírios, ansiedade, inquietação, agitação, insônia, pânico, pesadelos, hipomania,
exacerbação de psicoses.
Neurológicas – Torpor (sensação de mal-estar com redução da sensibilidade e do movimento),
formigamentos, alteração de coordenação, alteração de equilíbrio, tremores; neuropatia
periférica; sintomas de incoordenação; convulsões, alteração do traçado de eletroencefalograma;
zumbido.
Anticolinérgicas – Boca seca e, raramente, aumento do volume de glândulas debaixo da língua;
visão turva, distúrbios da acomodação visual, aumento do diâmetro das pupilas; intestino preso,
retenção e diminuição da urina, dilatação do trato urinário.
Alérgicas – Erupções na pele, pontos avermelhados na pele, urticária, coceira, fotossensibilidade
(evitar excessiva exposição à luz solar); inchaço (generalizado ou da face e da língua), aumento
de temperatura da pele, sensibilidade cruzada com outros tricíclicos.
Hematológicas – Depressão da medula óssea, inclusive agranulocitose; eosinofilia; púrpura;
trombocitopenia.
Gastrintestinais – Náusea e vômito, anorexia, dor epigástrica, diarreia, alterações do paladar,
estomatite, cólicas abdominais, inflamação de língua.
Endócrinas – Aumento de volume das mamas em homens e mulheres, aumento da produção de
leite pelas glândulas mamárias em mulheres, aumento ou diminuição do desejo sexual,
impotência sexual; inchaço testicular; elevação ou redução da glicemia; síndrome da secreção
inapropriada de HAD (hormônio antidiurético).
Outras – Icterícia (simulando quadro obstrutivo); alterações de função do fígado; ganho ou perda
de peso; aumento do suor; vermelhidão na face; aumento da frequência da necessidade de urinar
durante o dia e durante à noite; sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço; dor de cabeça;
inflamação das parótidas e queda de cabelo.
Sintomas de abstinência – Embora essas manifestações não sejam indicativas de dependência, a
suspensão abrupta do medicamento após tratamento prolongado pode produzir náusea, cefaleia e
indisposição.
Experiência Pós-Comercialização
Distúrbios cardíacos – Síndrome de Brugada.
Distúrbios oculares – glaucoma de ângulo fechado.
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Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações
indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço
de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A
INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
A superdose com esta classe de medicamentos pode ocasionar o óbito. A ingestão de múltiplas
drogas (incluindo álcool) é comum na superdose deliberada com antidepressivo tricíclico. É
recomendável que o médico consulte informações atualizadas sobre o tratamento, pois o
gerenciamento é complexo e alterado com frequência. Os sinais e sintomas de intoxicação
surgem rapidamente após superdose com antidepressivos tricíclicos, portanto, o pronto-socorro
deve ser procurado imediatamente.
Sinais e sintomas
Manifestações clínicas de superdose incluem: alterações do ritmo cardíaco, aumento da pressão
arterial grave, choque, insuficiência cardíaca congestiva, edema pulmonar, convulsões e
depressão do SNC, incluindo coma. Alterações no eletrocardiograma, particularmente no eixo ou
largura do QRS, são indicadores clinicamente significantes de intoxicação por antidepressivos
tricíclicos.
Outros sinais de superdose incluem: confusão, inquietação, dificuldade de concentração,
alucinações visuais transientes, pupilas dilatadas, agitação, reflexo hiperativo, estupor,
sonolência, rigidez muscular, vômito, diminuição ou aumento da temperatura ou quaisquer
sintomas agudos listados em “Reações adversas”. Há relatos de pacientes recuperados de
superdose de até 525mg.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro
médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001,
se você precisar de mais orientações.
DIZERES LEGAIS
Registro no 1.0370.0795
Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva
CRF-GO no 2.659
Registrado e produzido por:
LABORATÓRIO TEUTO
BRASILEIRO S/A.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76
VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA
CEP 75132-140 – Anápolis – GO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DA RECEITA
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HISTÓRICO DE ALTERAÇÕES DE BULA
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
N°. do
expediente
Assunto Data do
expediente
N°. do
expediente
Assunto Data de
aprovação
Itens de bula Versões
(VP/VPS)
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(pvdc) ct x 30;
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17/03/2026 - 10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula
– RDC –
60/12
17/03/2026 4. O que devo saber
antes de usar este
medicamento?
VP -25mg cap dura bl al plas trans
(pvdc) ct x 30;
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Medicamento controlado
Receita obrigatória. Retenção de receita conforme legislação vigente.
Especificações
| Código do Produto | 10046552 |
|---|---|
| Marca | TEUTO |
| Código de Barras | 7896112104537 |
| Princípio ativo | CLORIDRATO DE NORTRIPTILINA |
| Registro MS | 1037007950025 |
| Dosagem | 25 MG |
| Tipo | Genérico |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | Cápsula dura |
| Classe terapêutica | ANTIDEPRESSIVOS |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |