Valproato De Sódio Genérico Biolab 500mg 50 Comprimidos Revestidos (C1)
Vendido e entregue por Pedpharma
ácido valpróico
500 MG
ÁCIDO VALPRÓICO; VALPROATO DE sódIo
O ácido valproico/valproato de sódio é indicado para o tratamento de epilepsia, tanto isoladamente quanto em combinação com outros medicamentos. Está indicado para crises parciais complexas e de ausência simples e complexa em adultos e crianças acima de 10 anos. O medicamento s…
ácido valpróico é um medicamento e pode apresentar contraindicações e efeitos adversos. Consulte um médico ou farmacêutico antes de utilizar. Leia atentamente a bula. Evite a automedicação.
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Sobre o produto
O ácido valproico/valproato de sódio é indicado para o tratamento de epilepsia, tanto isoladamente quanto em combinação com outros medicamentos. Está indicado para crises parciais complexas e de ausência simples e complexa em adultos e crianças acima de 10 anos. O medicamento se dissocia em íon valproato no trato gastrointestinal, produzindo, em alguns casos, sinais de melhora nos primeiros dias de tratamento, embora possa demorar mais tempo para alcançar os efeitos benéficos.
Especificações
| Código do Produto | 77232 |
|---|---|
| Marca | BIOLAB |
| Código de Barras | 7896112401247 |
| Princípio ativo | VALPROATO DE sódIo, ÁCIDO VALPRÓICO |
| Registro MS | 1097402580034 |
| Dosagem | 500 MG |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto e Pediátrico acima de 10 anos |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | COMPRIMIDO REVESTIDO |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |
Bula
ácido valproico
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Cápsula Mole
250 mg
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Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
ácido valproico
Medicamento Genérico - lei 9787/99
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
APRESENTAÇÃO:
Cápsula 250 mg: embalagem com 25 cápsulas.
VIA ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 10 ANOS
COMPOSIÇÃO
Cada cápsula contém:
ácido valproico .................................................................................................................................... 250 mg
Excipientes: óleo de milho, óleo de rícino 40 polioxil hidrogenado, gelatina, glicerol, água purificada, metilparabeno,
propilparabeno, dióxido de titânio, amarelo crepúsculo e vermelho allura 129.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Epilepsia: O ácido valproico é indicado isoladamente ou em combinação a outros medicamentos, no tratamento de
pacientes adultos e crianças acima de 10 anos com crises parciais complexas, que ocorrem tanto de forma isolada ou em
associação com outros tipos de crises. Também é indicado isoladamente ou em combinação a outros medicamentos no
tratamento de quadros de ausência simples e complexa em pacientes adultos e crianças acima de 10 anos, e como terapia
adjuvante em adultos e crianças acima de 10 anos com crises de múltiplos tipos, que inclui crises de ausência.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O ácido valproico é a substância ativa que se dissocia em íon valproato no trato gastrointestinal.
O tratamento com ácido valproico, em alguns casos, pode produzir sinais de melhora já nos primeiros dias de tratamento;
em outros casos, é necessário um tempo maior para se alcançar os efeitos benéficos. Seu médico dará a orientação no seu
caso.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
ácido valproico é contraindicado para menores de 10 anos de idade.
ácido valproico é contraindicado para uso por pacientes com:
• Conhecida hipersensibilidade ao ácido valproico ou aos demais componentes da fórmula;
• Conhecida Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita de possuir a Síndrome;
• Doença no fígado ou disfunção no fígado significativa;
• Distúrbios do ciclo da ureia (DCU) – desordem genética rara que pode resultar em acúmulo de amônia no sangue;
• Porfiria – distúrbio genético raro que afeta parte da hemoglobina do sangue;
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• Deficiência de carnitina primária sistêmica conhecida como hipocarnitinemia não corrigida.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Gerais: recomenda-se fazer a contagem de plaquetas e realização de testes de coagulação antes de iniciar o tratamento,
periodicamente e depois, pois pode haver alteração nas plaquetas e coagulação sanguínea. O aparecimento de hemorragia,
manchas roxas ou desordem na capacidade natural de coagulação do paciente são indicativos para a redução da dose ou
interrupção da terapia.
O ácido valproico pode interagir com medicamentos administrados concomitantemente.
Hepatotoxicidade (toxicidade do fígado)/Disfunção hepática: houve casos fatais de insuficiência do fígado em
pacientes recebendo ácido valproico, usualmente durante os primeiros seis meses de tratamento. Deve-se ter muito
cuidado quando o medicamento for administrado em pacientes com história anterior de doença no fígado. Toxicidade no
fígado grave ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos, como mal-estar, fraqueza, estado de apatia, inchaço
facial, falta de apetite e vômito. Pacientes em uso de múltiplos anticonvulsivantes, crianças, pacientes com doenças
metabólicas congênitas incluindo distúrbios mitocondriais, como deficiência de carnitina, distúrbios do ciclo da ureia,
mutações no gene POLG (ver item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?, com doença
convulsiva grave associada a retardo mental e pacientes com doença cerebral orgânica podem ter um risco particular de
desenvolver toxicidade no fígado. A experiência em epilepsia tem indicado que a incidência de hepatotoxicidade fatal
diminui consideravelmente, de forma progressiva, em pacientes mais velhos. O medicamento deve ser descontinuado
imediatamente na presença de disfunção do fígado significativa, suspeita ou aparente. Em alguns casos, a disfunção do
fígado progrediu apesar da descontinuação do medicamento. Na presença destes sintomas, o médico deve ser
imediatamente procurado.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e
exames laboratoriais periódicos para controle.
Pancreatite (inflamação do pâncreas): pacientes e responsáveis devem estar cientes que dor abdominal, enjoo, vômito
e/ou falta de apetite, podem ser sintomas de pancreatite. Na presença destes sintomas, deve-se procurar o médico
imediatamente, pois casos de pancreatite envolvendo risco à vida foram relatados tanto em crianças como em adultos que
receberam ácido valproico. Alguns casos ocorreram logo após o início do uso, e outros após vários anos de uso. Houve
casos nos quais a pancreatite recorreu após nova tentativa com ácido valproico.
Pacientes com suspeita ou conhecida doença mitocondrial: insuficiência hepática aguda induzida por ácido
valproico/valproato e mortes relacionadas à doença hepática têm sido reportadas em pacientes com síndrome
neurometabólica hereditária causada por mutação no gene da DNA polimerase γ (POLG, ou seja, Síndrome de Alpers-
Huttenlocher) em uma taxa maior do que aqueles sem esta síndrome.
Deve-se suspeitar de desordens relacionadas à POLG em pacientes com histórico familiar ou sintomas sugestivos de uma
desordem relacionada à POLG, incluindo, mas não limitado a encefalopatia inexplicável, epilepsia refratária (focal,
mioclônica), estado de mal epilético na apresentação, atrasos no desenvolvimento, regressão psicomotora, neuropatia
sensomotora axonal, miopatia, ataxia cerebelar, oftalmoplegia, ou migrânea complicada com aura occipital. O teste para
mutação de POLG deve ser realizado de acordo com a prática clínica atual para avaliação diagnóstica dessa desordem.
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Em pacientes maiores de 2 anos com suspeita clínica de desordem mitocondrial hereditária, o ácido valproico deve ser
usado apenas após tentativa e falha de outro anticonvulsivante. Este grupo mais velho de pacientes deve ser monitorado
durante o tratamento com ácido valproico para desenvolvimento de lesão hepática aguda com avaliação clínica regular
e monitoramento dos testes de função hepática.
Comportamento e ideação suicida: pacientes tratados com ácido valproico devem ser monitorados para emergências
ou piora da depressão, pensamentos sobre automutilação, comportamento ou pensamentos suicidas e/ou qualquer
mudança incomum de humor ou comportamento. Ideação suicida pode ser uma manifestação de transtornos psiquiátricos
preexistentes e pode persistir até que ocorra remissão significante dos sintomas. Existem relatos de aumento no risco de
pensamentos e comportamentos suicidas nestes pacientes. Este risco foi observado logo uma semana após o início do
tratamento medicamentoso com os antiepilépticos e persistiu durante todo o período em que o tratamento foi avaliado. A
supervisão de pacientes de alto risco deve acontecer durante a terapia medicamentosa inicial. Comportamentos suspeitos
devem ser informados imediatamente aos profissionais de saúde.
Interação com antibióticos carbapenêmicos: o uso concomitante de ácido valproico com antibióticos carbapenêmicos
não é recomendado.
Trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas no sangue): a trombocitopenia pode estar relacionada à dose.
O benefício terapêutico que pode acompanhar as maiores doses deverá ser considerado pelo seu médico contra a
possibilidade de maior incidência de eventos adversos.
Uso em pacientes do sexo masculino com potencial reprodutivo: um estudo observacional retrospectivo sugere um
risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento em crianças nascidas de homens tratados com ácido valproico
nos 3 meses anteriores à concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens tratados com lamotrigina
ou levetiracetam (ver seção de Gravidez).
Hiperamonemia (excesso de amônia no organismo): foi relatado o excesso de amônia em associação com a terapia
com ácido valproico e pode estar presente mesmo com testes de função do fígado normais. Pacientes que desenvolverem
sinais ou sintomas de alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue inexplicável, estado de apatia,
vômito e mudanças no status mental durante o tratamento com ácido valproico devem ser tratados imediatamente, e o
nível de amônia deve ser mensurado. Hiperamonemia também deve ser considerada em pacientes que apresentam
hipotermia (queda de temperatura do corpo abaixo do normal). Se a amônia estiver elevada, o tratamento deve ser
descontinuado.
Elevações de amônia sem sintomas são mais comuns, e quando presentes, requerem monitoramento intensivo dos níveis
de amônia no plasma pelo médico. Se a elevação persistir a descontinuação do tratamento deve ser considerada.
Distúrbios do ciclo da ureia (DCU) e risco de Hiperamonemia: foi relatada encefalopatia hiperamonêmica (alteração
das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue), algumas vezes fatal, após o início do tratamento com ácido
valproico/valproato em pacientes com distúrbios do ciclo da ureia.
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Pacientes com risco de hipocarnitinemia (deficiência de carnitina):
A administração de ácido valproico/valproato pode desencadear a ocorrência ou agravamento de hipocarnitinemia que
pode resultar em hiperamonemia (que pode levar a encefalopatia hiperamonêmica). Outros sintomas como toxicidade
hepática, hipoglicemia hipocetótica, miopatia incluindo cardiomiopatia, rabdomiólise e síndrome de Fanconi foram
observados, principalmente em pacientes com fatores de risco para hipocarnitinemia ou hipocarnitinemia pré-existente.
Pacientes com risco aumentado de hipocarnitinemia quando tratados com ácido valproico/valproato incluem pacientes
com distúrbios metabólicos, como distúrbios mitocondriais relacionados à carnitina, deficiência na ingestão nutricional
de carnitina, pacientes com menos de 10 anos de idade, uso concomitante de medicamentos conjugados com pivalato ou
de outros antiepilépticos.
O médico deve ser informado sobre quaisquer sinais de hiperamonemia, como ataxia, alteração da consciência, vômitos,
para investigação adicional. A suplementação de carnitina deve ser considerada quando forem observados sintomas de
hipocarnitinemia.
Hipotermia (queda da temperatura central do corpo para menos de 35ºC): tem sido relatada associada à terapia com
ácido valproico, em conjunto e na ausência de hiperamonemia. Esta reação adversa também pode ocorrer em pacientes
utilizando topiramato e ácido valproico/valproato em conjunto, após o início do tratamento com topiramato ou após o
aumento da dose diária de topiramato. Deve ser considerada a interrupção do tratamento em pacientes que desenvolverem
hipotermia, a qual pode se manifestar por uma variedade de anormalidades clínicas incluindo letargia (estado de apatia),
confusão, coma e alterações significativas em outros sistemas importantes como o cardiovascular e o respiratório.
Atrofia Cerebral/Cerebelar: houve relatos pós-comercialização de atrofia (reversível e irreversível) cerebral e cerebelar,
temporariamente associadas ao uso de produtos que se dissociam em íon ácido valproico/valproato. Em alguns casos,
porém, a recuperação foi acompanhada por sequelas permanentes. Foi observado prejuízo psicomotor e atraso no
desenvolvimento, entre outros problemas neurológicos, em crianças com atrofia cerebral decorrente da exposição ao ácido
valproico/valproato quando em ambiente intrauterino. As funções motoras e cognitivas dos pacientes devem ser
monitoradas rotineiramente e o medicamento deve ser descontinuado nos casos de suspeita ou de aparecimento de sinais
de atrofia cerebral.
Reações adversas cutâneas graves e Angioedema: reações adversas cutâneas graves (SCARs), também conhecida como
síndrome de Stevens Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET) e reação medicamentosa com eosinofilia e
sintomas sistêmicos (DRESS), eritema multiforme e angioedema, foram relatadas em associação com o tratamento com
ácido valproico / valproato. Os pacientes devem ser informados sobre os sinais e sintomas de manifestações cutâneas
graves e monitorados de perto. Caso sejam observados sinais de SCAR ou angioedema, é necessária uma avaliação
imediata e o tratamento deve ser interrompido se o diagnóstico de SCAR ou angioedema for confirmado.
Este medicamento contém propilparabeno e metilparabeno que podem causar reações alérgicas (possivelmente
retardadas).
Agravamento das convulsões: assim como outras drogas antiepilépticas, alguns pacientes ao invés de apresentar uma
melhora no quadro convulsivo, podem apresentar uma piora reversível da frequência e severidade do quadro convulsivo
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(incluindo o estado epiléptico) ou também o aparecimento de novos tipos de convulsões com valproato. Em caso de
agravamento das convulsões, aconselha-se consultar o seu médico imediatamente.
Produtos contendo estrogênio: O ácido valproico / valproato não reduz a eficácia dos contraceptivos hormonais. (ver
seção de INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Aumento do risco de câncer: não é conhecido até o momento.
Aumento do risco de mutações: houve algumas evidências de que a frequência de aberrações cromossômicas poderia
estar associada com epilepsia.
Toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento: efeitos teratogênicos (malformações de múltiplos sistemas orgânicos)
foram demonstrados em camundongos, ratos e coelhos. Em camundongos, ratos e coelhos, a exposição in utero ao
valproato induziu a uma diminuição no peso fetal dose dependente, restrição do crescimento intrauterino e redução no
comprimento da cabeça e nádega em comparação com animais não expostos. Na literatura publicada, anormalidades
comportamentais foram relatadas em descendentes de primeira geração de camundongos e ratos após exposição in utero
a doses/exposições clinicamente relevantes de valproato. Em camundongos, mudanças comportamentais também foram
observadas na 2ª e 3ª gerações, embora menos pronunciadas na 3ª geração, após uma exposição aguda in utero da primeira
geração. A relevância dessas descobertas para humanos é desconhecida.
Fertilidade: a administração de ácido valproico pode afetar a fertilidade em homens. Nos poucos casos em que o ácido
valproico/valproato foi trocado / descontinuado ou a dose diária reduzida, a diminuição em potencial de fertilidade
masculina foi relatada como reversível na maioria, mas não em todos os casos, e concepções bem-sucedidas também
foram observadas. Amenorreia (ausência de menstruação), ovários policísticos e níveis de testosterona elevados foram
relatados em mulheres.
Cuidados e advertências para populações especiais
Uso em idosos: uma alta porcentagem de pacientes acima de 65 anos relatou ferimentos acidentais, infecção, dor,
sonolência e tremor. Não está claro se esses eventos indicam riscos adicionais ou se resultam de doenças preexistentes e
uso de medicamentos concomitantes por estes pacientes.
Em pacientes idosos, a dosagem deve ser aumentada mais lentamente, com monitorização regular do consumo de líquidos
e alimentos, desidratação, sonolência e outros eventos adversos. Reduções de dose ou descontinuação do medicamento
devem ser consideradas em pacientes com menor consumo de líquidos ou alimentos e em pacientes com sonolência
excessiva.
Uso em crianças: a experiência com crianças com idade inferior a dois anos têm um aumento de risco considerável de
desenvolvimento de toxicidade no fígado fatal e esse risco diminui progressivamente em pacientes mais velhos. Em
pacientes com mais de dois anos de idade que são clinicamente suspeitos de terem uma doença mitocondrial hereditária,
ácido valproico só deve ser usado após a falha de outros anticonvulsivantes.
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Crianças e adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil e gestantes: o ácido valproico tem um alto
potencial de induzir doenças congênitas e crianças expostas ao produto durante a gravidez têm um alto risco de
malformações congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso.
Verificou-se que, o ácido valproico/valproato atravessa a barreira placentária tanto em espécies animais como em
humanos.
Seu médico deve assegurar que:
• As circunstâncias individuais de cada paciente sejam avaliadas em todos os casos, envolvendo a paciente na
discussão para garantir o seu engajamento, discutir as opções terapêuticas e garantir que ela esteja ciente dos
riscos e medidas necessárias para redução dos riscos;
• O potencial de gravidez seja avaliado para todas as pacientes do sexo feminino;
• A paciente entenda e reconheça os riscos de doenças congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema
nervoso em crianças expostas ao produto durante a gravidez;
• A paciente entenda e reconheça o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional para crianças expostas
a ácido valproico no útero.
• A paciente entenda a necessidade de se submeter a um exame de gravidez antes do início do tratamento e durante
o tratamento, conforme necessidade;
• A paciente seja aconselhada em relação a utilização de métodos contraceptivos e que a paciente seja capaz de
manter a utilização de métodos contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com ácido
valproico;
• A paciente entenda a necessidade de visitas regulares (pelo menos anualmente) do tratamento pelo médico
especialista em epilepsia;
• A paciente esteja ciente de que deve consultar o médico assim que tiver planos de engravidar para fazer a
transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da concepção e antes de interromper os métodos
contraceptivos;
• A paciente entenda os perigos e as precauções necessárias associadas ao uso de ácido valproico e a necessidade
urgente de informar seu médico caso exista possibilidade de estar grávida;
Essas condições também devem ser avaliadas para mulheres que não são sexualmente ativas a não ser que o médico
considere que existem razões convincentes que indiquem que não existe risco de gravidez.
Crianças e adolescentes do sexo feminino:
• O médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela paciente compreendam a necessidade de
informá-lo assim que a paciente utilizando ácido valproico fique menstruada pela primeira vez (menarca);
• O médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela paciente que tenha menstruado pela primeira
vez, tenham informações necessárias sobre os riscos de doenças congênitas e distúrbios no desenvolvimento do
sistema nervoso, incluindo a magnitude desses riscos para crianças expostas ao ácido valproico em ambiente
intrauterino;
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• O médico responsável também deve informa-los sobre o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional
para crianças expostas ao ácido valproico no útero.
• Para essas pacientes, o médico especialista deve reavaliar anualmente a necessidade da terapia com ácido
valproico e considerar alternativas para o tratamento. Caso o ácido valproico seja o único tratamento adequado,
a necessidade de utilização de métodos contraceptivos eficazes e todas as outras medidas anteriormente descritas
devem ser discutidas com a paciente e os pais/responsáveis. O médico deve realizar todo esforço necessário para
fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes que a paciente esteja sexualmente ativa.
A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes de iniciar o tratamento com ácido valproico.
Contracepção: mulheres em idade fértil que estejam utilizando ácido valproico devem utilizar métodos contraceptivos
efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com o produto. Essas pacientes devem estar providas de informações
completas quanto à prevenção a gravidez e devem ser orientadas quanto ao risco da não utilização de métodos
contraceptivos efetivos. Pelo menos 1 método contraceptivo eficaz único (como dispositivo ou implante intrauterino) ou
2 métodos complementares de contracepção, incluindo um método de barreira, deve ser utilizado. Circunstâncias
individuais devem ser avaliadas em todos os casos, envolvendo a paciente na discussão quanto à escolha do método
contraceptivo para garantir o seu engajamento e aderência ao método escolhido. Mesmo que a paciente tenha amenorreia,
ela deve seguir todos os conselhos sobre contracepção eficaz.
Revisão de tratamento: deve ser realizada preferencialmente com um médico especialista. O médico deve revisar o
tratamento pelo menos anualmente quando o ácido valproico foi a escolha mais adequada para a paciente. O médico
deverá garantir que a paciente tenha entendido e reconhecido os riscos de malformações congênitas e distúrbios no
desenvolvimento neurológico em crianças expostas ao produto em ambiente intrauterino.
Planejamento da gravidez:
• Para a indicação de Epilepsia, caso a paciente estiver planejando engravidar ou engravide, o médico especialista
deverá reavaliar o tratamento com ácido valproico e considerar alternativas terapêuticas. O médico deve realizar todo
esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da concepção e antes de
interromper os métodos contraceptivos. Se a transição de tratamento não for possível, a paciente deverá receber
aconselhamento adicional quanto aos riscos do uso de ácido valproico para o bebê para suportar a paciente quanto à
decisão de fazer um planejamento familiar.
Se, apesar dos riscos conhecidos de ácido valproico na gestação e após uma avaliação cuidadosa levando em
consideração tratamentos alternativos, em circunstâncias excepcionais, a paciente grávida poderá receber ácido valproico
para o tratamento de epilepsia. Nesse caso recomenda-se que seja prescrita a menor dose eficaz, dividida em diversas
doses menores a serem administradas durante o dia. É preferível a escolha da formulação de liberação prolongada para
se evitar altos picos de concentração plasmática.
Caso a paciente engravide, ela deve informar ao seu médico imediatamente para que o tratamento seja reavaliado e outras
opções sejam consideradas. Durante a gestação, crises tônico-clônicas maternais e estado epiléptico com hipóxia podem
acarretar em risco de morte para a mãe e para o bebê.
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Todas as pacientes expostas ao ácido valproico durante a gestação devem realizar um monitoramento pré-natal
especializado para detectar possíveis ocorrências de defeitos no tubo neural ou outras malformações.
As evidências disponíveis não indicam que a suplementação com folato antes da gestação possa prevenir o risco de
defeitos no tubo neural, que podem ocorrer em qualquer gestação.
O farmacêutico deve garantir que a paciente seja aconselhada a não descontinuar o tratamento com ácido valproico e
consultar o médico imediatamente caso esteja planejando engravidar ou engravide.
Categoria de risco: D
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente
seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Atenção: Contém os corantes amarelo crepúsculo, vermelho allura 129 e dióxido de titânio que podem,
eventualmente, causar reações alérgicas.
Risco para filhos de pais tratados com ácido valproico: um estudo observacional retrospectivo com registros médicos
eletrônicos em 3 países nórdicos europeus sugere um risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento em
crianças (de 0 a 11 anos de idade), nascidas de homens tratados com ácido valproico/valproato nos 3 meses anteriores à
concepção em comparação com o risco naqueles nascidos de homens tratados com lamotrigina ou levetiracetam. O risco
acumulado para transtornos de neurodesenvolvimento variou de 4% a 5,6% no grupo ácido valproico/valproato versus
2,3% a 3,2% no grupo de monoterapia lamotrigina ou levitiracetam. O estudo não investigou o risco em crianças nascidas
de homens que pararam de usar ácido valproico / valproato mais de 3 meses antes da concepção.
Más formações congênitas decorrentes da exposição no útero: filhos de mulheres epilépticas expostas a monoterapia
com ácido valproico durante a gravidez apresentaram mais más formações congênitas. Esse risco é maior do que na
população em geral (2-3%). Os tipos mais comuns de má formação incluem defeitos do tubo neural, dismorfismo facial,
fissura de lábio e palato, crânio-ostenose, problemas cardíacos, defeitos dos rins, vias urinárias e genitálias, defeitos nos
membros e múltiplas anomalias envolvendo vários sistemas do corpo. A exposição no útero ao ácido valproico/valproato
de sódio pode resultar em má formação ocular que foram reportados juntamente com outras más formações congênitas.
Essa má formação ocular pode afetar a visão.
A exposição no útero ao ácido valproico/valproato de sódio também pode resultar em deficiência/perda auditiva devido
a malformações da orelha e/ou nariz (efeito secundário) e/ou devido à toxicidade direta na função auditiva. Os casos
descrevem surdez unilateral e bilateral ou deficiência auditiva. Monitoramento de sinais e sintomas de ototoxicidade é
recomendado.
Transtornos de desenvolvimento mental decorrentes da exposição no útero: a exposição ao ácido valproico durante
a gestação pode causar efeitos adversos no desenvolvimento mental e físico para a criança exposta. O exato período
gestacional predisposto a esses riscos é incerto e a possibilidade do risco durante toda a gestação não pode ser excluída.
Existem dados limitados sobre uso prolongado. Os dados disponíveis demonstram que crianças expostas ao ácido
valproico durante seu período de gestação têm um maior risco de apresentar transtorno relacionado ao autismo em
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comparação com a população geral. Os dados disponíveis sugerem que crianças expostas ao ácido valproico durante a
gestação apresentam risco aumentado de desenvolver transtornos de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) comparado
com a população em geral.
Baixo peso ao nascer para a idade gestacional devido à exposição no útero: A exposição no útero ao valproato/ ácido
valproico pode levar a um baixo peso ao nascer para a idade gestacional. Em estudos pré-clínicos, foi demonstrada uma
redução do peso fetal relacionada à dose em animais expostos ao valproato / ácido valproico no útero em comparação
com animais não expostos. Estudos epidemiológicos relataram uma redução no peso médio ao nascer e maior risco de
nascer com baixo peso ao nascer (<2500 gramas) ou pequeno para a idade gestacional (definido como peso ao nascer
abaixo do 10º percentil corrigido para a idade gestacional, estratificado por sexo) para crianças expostas ao valproato /
ácido valproico no útero em comparação com crianças não expostas ou expostas à lamotrigina. Os dados disponíveis em
humanos não permitem concluir sobre um potencial efeito relacionado à dose.
Risco em neonatos:
• Casos de síndrome hemorrágica foram relatados muito raramente em recém-nascidos que as mães utilizaram ácido
valproico durante a gravidez. Essa síndrome hemorrágica está relacionada com trombocitopenia (diminuição do
número de plaquetas do sangue), hipofibrinogenemia (diminuição do fibrinogênio do sangue) e/ou a diminuição de
outros fatores de coagulação. A afibrinogenemia (caso em que o sangue não coagula normalmente) também foi
relatada e pode ser fatal. Porém, essa síndrome deve ser distinguida da diminuição dos fatores de vitamina K
induzido pelo fenobarbital e os indutores enzimáticos. A contagem plaquetária e testes de fatores de coagulação
devem ser investigados em neonatos.
• Casos de hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue) foram relatados em recém-nascidos que as mães
utilizaram ácido valproico durante o terceiro trimestre da gravidez.
• Casos de hipotireoidismo foram relatados em recém-nascidos que as mães utilizaram ácido valproico durante a
gravidez.
• Síndrome de abstinência (por exemplo, irritabilidade, hiperexcitação, agitação, hipercinesia, transtornos de
tonicidade, tremor, convulsões e transtornos alimentares) pode ocorrer em recém-nascidos de mães que utilizaram
ácido valproico no último trimestre da gravidez.
Lactação: o ácido valproico é excretado no leite humano com uma concentração que varia entre 1% a 10% dos níveis
sanguíneos maternos. Transtornos hematológicos foram notados em neonatos/crianças lactentes de mães tratadas com
ácido valproico. A decisão quanto a descontinuação da amamentação ou da terapia com o medicamento deve ser feita
levando em consideração o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia para a paciente.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou
cirurgião-dentista. Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
Capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: uma vez que este medicamento pode produzir alteração do sistema
nervoso central, especialmente quando combinado com outras substâncias com efeito semelhante por exemplo, álcool, os
pacientes não devem realizar tarefas de risco, como dirigir veículos ou operar máquinas perigosas, até que se tenha certeza
de que estes pacientes não ficam sonolentos com o uso do medicamento.
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Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade e capacidade
de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas
ou acidentes.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com ácido valproico e até 2 semanas após o seu término,
devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Caso esteja tomando alguns dos medicamentos a seguir, informe seu médico antes de iniciar o uso de ácido valproico.
Ele dará a melhor orientação sobre como proceder.
Medicamentos que administrados junto ao ácido valproico/valproato podem alterar sua depuração:
Ritonavir, fenitoína, carbamazepina e fenobarbital (ou primidona): aumentam a depuração do ácido
valproico/valproato.
Antidepressivos: pouco efeito na depuração do ácido valproico/valproato.
Medicamentos com importante potencial de interação quando usados junto ao ácido valproico/valproato, levando
a alterações das concentrações do ácido valproico/valproato no sangue:
Ácido acetilsalicílico: a concentração de ácido valproico/valproato no sangue pode aumentar.
Antibióticos carbapenêmicos (ex: ertapenem, imipenem e meropenem): pode levar a redução significante de ácido
valproico/valproato no sangue.
Colestiramina: pode levar a uma diminuição nos níveis de ácido valproico/valproato no sangue.
Contraceptivos hormonais contendo estrogênio: pode haver diminuição de ácido valproico/valproato no sangue e
aumento das crises epilépticas. (ver seção 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Felbamato: pode levar ao aumento de ácido valproico/valproato no sangue.
Dipirona: pode diminuir os níveis séricos de ácido valproico / valproato quando coadministrado, o que pode resultar na
eficácia clínica do ácido valproico / valproato potencialmente diminuída. Os prescritores devem monitorar a resposta
clínica (convulsão controle ou controle do humor) e considerar o monitoramento dos níveis séricos de ácido valproico/
valproato conforme apropriado.
Metotrexato: Alguns relatos de casos descrevem uma diminuição significativa dos níveis séricos de ácido valproico/
valproato após a administração de metotrexato, com ocorrência de convulsões. Os prescritores devem monitorar a resposta
clínica (controle de convulsões ou controle do humor) e considerar o monitoramento dos níveis séricos de ácido valproico/
valproato conforme apropriado.
Inibidores da protease (ex: lopinavir, ritonavir e outros): podem diminuir os níveis de ácido valproico/valproato no
sangue.
Rifampicina: pode levar ao aumento de ácido valproico/valproato no sangue.
Medicamentos conjugados com pivalato: Administração concomitante de medicamentos conjugados com pivalato e
ácido valproico/valproato que diminuem os níveis de carnitina (como cefditoreno pivoxil, adefovir dipivoxil,
pivmecillinam e pivampicilina) podem desencadear a ocorrência de hipocarnitinemia (ver item 4. O QUE DEVO SABER
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ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?). Administração concomitante destes medicamentos com valproato não é
recomendada. Pacientes nos quais a coadministração não pode ser evitada devem ser cuidadosamente monitorados quanto
a sinais e sintomas de hipocarnitinemia.
Medicamentos para os quais não foi detectada nenhuma interação ou com interação sem relevância: antiácidos,
cimetidina, ranitidina, clorpromazina, haloperidol, paracetamol, lítio, lorazepam, olanzapina, rufinamida.
Medicamentos com outras interações:
Amitriptilina/nortriptilina: o uso concomitante de ácido valproico e amitriptilina raramente foi associado com
toxicidade. Considerar a diminuição da dose de amitriptilina/ nortriptilina na presença de ácido valproico/valproato.
Carbamazepina (CBZ)/carbamazepina-10,11-epóxido (CBZ-E): níveis sanguíneos de CBZ diminuíram 17%
enquanto que os de CBZ-E aumentaram em torno de 45% na administração em conjunto do ácido valproico e da CBZ
em pacientes epilépticos.
Clonazepam: o uso concomitante de ácido valproico e de clonazepam pode levar a estado de ausência em pacientes com
história desse tipo de crises convulsivas.
Diazepam: a administração conjunta de ácido valproico aumentou a fração livre de diazepam.
Etossuximida: o ácido valproico inibe o metabolismo de etossuximida.
Lamotrigina: sua dose deverá ser reduzida quando administrada em conjunto com ácido valproico.
Fenobarbital: o ácido valproico inibe o metabolismo do fenobarbital. Todos os pacientes recebendo tratamento
concomitante com barbiturato devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à toxicidade neurológica.
Fenitoína: há relatos de desencadeamento de crises com a combinação de ácido valproico e fenitoína em pacientes com
epilepsia. Se necessário, deve-se ajustar a dose de fenitoína de acordo com a situação clínica.
Primidona: é metabolizada em barbiturato e, portanto, pode também estar envolvida em interação semelhante à do ácido
valproico com fenobarbital.
Propofol: pode ocorrer interação significante entre ácido valproico e propofol, levando a aumento no nível sanguíneo
de propofol. Portanto, quando administrado em conjunto com ácido valproico, a dose de propofol deve ser reduzida.
Nimodipino: tratamento em conjunto com ácido valproico pode aumentar a concentração sanguínea de nimodipino até
50%.
Tolbutamida: aumento de tolbutamida em pacientes tratados com ácido valproico.
Canabidiol: em pacientes de todas as idades que recebem canabidiol concomitantemente com doses de 10 a 25 mg/kg e
valproato, estudos clínicos relataram aumentos da ALT três vezes maiores que o limite normal superior em 19% desses
pacientes. Interação medicamentosa entre ácido valproico/valproato e canabidiol pode resultar em um risco aumentado
de elevação das transaminases hepáticas (enzimas do fígado) (ver item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR
ESTE MEDICAMENTO). O monitoramento hepático adequado deve ser exercido quando o ácido valproico/valproato é
usado com canabidiol e redução de doses ou descontinuação devem ser consideradas em caso de anomalias significativas
dos parâmetros hepáticos.
Topiramato e/ou acetazolamida: administração em conjunto com ácido valproico foi associada a hiperamonemia
(excesso de amônia no organismo), e/ou encefalopatia (alterações das funções do cérebro), além de hipotermia (queda na
temperatura do corpo abaixo do normal). Os sintomas de encefalopatia por hiperamonemia incluem frequentemente
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alterações agudas no nível de consciência e/ou na função cognitiva ou vômito. Pessoas com atividade mitocondrial
alterada do fígado podem requerer maior atenção.
Varfarina: o ácido valproico aumentou a fração de varfarina no sangue.
Zidovudina: em alguns pacientes soropositivos para HIV, a depuração da zidovudina diminuiu após a administração de
ácido valproico.
Quetiapina: em conjunto com ácido valproico pode aumentar o risco de neutropenia (redução no número de neutrófilos
no sangue) ou leucopenia (redução no número de leucócitos no sangue).
Clozapina: o tratamento concomitante com a clozapina e ácido valproico pode aumentar o risco de neutropenia
(diminuição dos glóbulos de defesa, aumentando a chance de infecções).
Quando essa associação for necessária, é recomendado monitoramento cuidadoso desse paciente.
Exame laboratorial: o ácido valproico/valproato é eliminado parcialmente pela urina, como metabólito cetônico, o que
pode prejudicar a interpretação dos resultados do teste de corpos cetônicos na urina.
Irritação gastrointestinal: administrar o medicamento juntamente com a alimentação, ou com uma elevação gradual da
dose a partir de um baixo nível de dose inicial pode evitar a irritação gastrointestinal.
Não ingerir ácido valproico com bebidas alcoólicas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar ácido valproico 250 mg, cápsula gelatinosa mole, em temperatura ambiente (15-30ºC) e proteger da luz e
umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento
O ácido valproico é apresentado sob a forma de cápsula gelatinosa mole, cor laranja claro opaco e laranja escuro opaco,
contendo líquido oleoso de coloração amarela, com odor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
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6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
As cápsulas de ácido valproico deverão ser engolidas inteiras, sem mastigar, para evitar irritação local da boca e garganta.
Crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil: a terapia com ácido valproico deve ser iniciada
e supervisionada por um médico especialista. O tratamento com ácido valproico somente deve ser iniciado em crianças
e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil se outros tratamentos alternativos forem ineficazes ou não
tolerados pelas pacientes. O ácido valproico deve ser prescrito e dispensado em conformidade com as medidas de
prevenção à gravidez, conforme descrito no item 3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? e 4. O
QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?. A dose diária deve ser dividida em, pelo menos, 2
doses individuais.
EPILEPSIA
Dose inicial recomendada: 10-15 mg/kg/dia (única exceção nas crises de ausência – 15mg/kg/dia). A dose deve ser
aumentada, pelo médico, de 5 a 10 mg/kg/semana até a obtenção da resposta desejada, administrados em doses diárias
divididas (2 a 3 vezes ao dia) para alguns pacientes. Dose máxima recomendada: 60 mg/kg/dia.
Em caso de uso conjunto com outros medicamentos antiepilépticos, as dosagens desses podem ser reduzidas pelo médico
em aproximadamente 25% a cada duas semanas. Esta redução pode ser iniciada no começo do tratamento com ácido
valproico ou atrasada por uma a duas semanas em casos em que exista a preocupação de ocorrência de crises com a
redução. A velocidade e duração desta redução do medicamento antiepiléptico concomitante pode ser muito variável e os
pacientes devem ser monitorados rigorosamente durante este período com relação a aumento da frequência das
convulsões. Se a dose total diária exceder 250 mg, ela deve ser administrada de forma dividida. Seu médico dará a
orientação necessária para o seu tratamento.
O ácido valproico é contraindicado durante a gravidez, a menos que não exista tratamento alternativo adequado.
O ácido valproico é contraindicado em mulheres com potencial para engravidar, a menos que as condições do programa
de prevenção da gravidez sejam cumpridas.
Interrupção do tratamento: Os anticonvulsivantes não devem ser descontinuados abruptamente nos pacientes para os
quais estes fármacos são administrados para prevenir convulsões generalizadas, pois há grande possibilidade de precipitar
um estado de mal epiléptico, com subsequente má oxigenação cerebral e risco de morte. A interrupção repentina do
tratamento com este medicamento cessará o efeito terapêutico, o que poderá ser prejudicial ao paciente devido às
características da doença para a qual este medicamento está indicado.
Medicamentos antiepilépticos não deverão ser descontinuados abruptamente em pacientes nos quais o medicamento é
administrado para prevenir crises mais graves, devido à alta possibilidade de desenvolvimento de estado epiléptico com
falta de oxigênio e risco à vida.
O quadro a seguir é um guia para administração da dose diária inicial de ácido valproico 15 mg/kg/dia considerando a
administração a cada 8 horas:
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Peso
(Kg)
Dose total
diária (mg)
Número de cápsulas 250mg
Primeira dose do dia
(ex.: 7 horas)
Segunda dose do dia (ex.:
15 horas)
Terceira dose do dia
(ex.: 23 horas)
10-24,9 250 0 0 1
25-39,9 500 1 0 1
40-59,9 750 1 1 1
60-74,9 1000 1 1 2
75-89,9 1250 2 1 2
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Entretanto, se estiver próximo do horário de tomar a
próxima dose do medicamento, pule a dose esquecida.
Não tome duas cápsulas de uma única vez para compensar a dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
A classificação da frequência das reações adversas deve seguir os seguintes parâmetros.
Frequência das Reações Adversas Parâmetros
≥ 1/10 (≥10%) Muito comum
≥ 1/100 e < 1/10 (≥ 1% e < 10%) Comum (frequente)
≥ 1/1.000 e < 1/100 (≥ 0,1% e < 1%) Incomum (infrequente)
≥ 1/10.000 e < 1/1.000 (≥ 0,01% e < 0,1%) Rara
< 1/10.000 (< 0,01%) Muito rara
Não pode ser estimada Desconhecida
Sistemas Frequência Reação adversa
Alterações congênitas,
hereditárias e genéticas
Más formações congênitas e distúrbios de desenvolvimento – ver
item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?
Desconhecida Porfiria aguda.
Comum Trombocitopenia.
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Alterações do sistema
sanguíneo e linfático
Incomum
Anemia, anemia hipocrômica,
leucopenia, trombocitopenia
púrpura.
Desconhecida
Agranulocitose, deficiência de
anemia folato, anemia
macrocítica, anemia aplástica,
falência da medula óssea,
eosinofilia, hipofibrinogenemia
linfocitose, macrocitose,
pancitopenia, inibição da
agregação plaquetária.
Investigações
Comum Aumento de peso, perda de
peso.
Incomum
Aumento da alanina
aminotransferase1, aumento do
aspartato aminotransferase,
aumento da creatinina
sanguínea, diminuição de folato
sanguíneo, aumento de lactato
desidrogenase sanguíneo1,
aumento de ureia sanguínea,
aumento do nível de droga,
anormalidade de testes de
função do fígado1, aumento de
iodo ligado à proteína,
diminuição da contagem de
glóbulos brancos.
Desconhecida
Forma adquirida ou
pseudo-anomalia de Pelger-
Huet14
Aumento de bilirrubina sérica1,
diminuição de carnitina,
anormalidade do teste de função
da tireoide.
Alteração do sistema nervoso
Muito comum Sonolência, tremor.
Comum
Amnésia, ataxia, tontura,
disgeusia, cefaleia, nistagmo,
parestesia, alteração da fala.
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Incomum
Afasia, incoordenação motora,
disartria, distonia,
encefalopatia2, hipercinesia,
hiperreflexia, hipertonia,
hipoestesia, hiporreflexia,
convulsão3, estupor, discinesia
tardia, alteração na visão.
Desconhecida
Asteríxis, atrofia cerebelar4,
atrofia cerebral4, desordem
cognitiva, coma, desordem
extrapiramidal, distúrbio de
atenção, deficiência da
memória, parkinsonismo,
hiperatividade psicomotora,
habilidades psicomotoras
prejudicadas, sedação5.
Alteração do labirinto e ouvido
Comum Zumbido no ouvido.
Incomum Surdez6, distúrbio auditivo,
hiperacusia, vertigem.
Desconhecida Dor de ouvido.
Alteração respiratória, torácica e
mediastino
Incomum Tosse, dispneia, disfonia,
epistaxe.
Desconhecida Efusão pleural.
Alteração gastrointestinal
Muito comum Náusea7.
Comum
Dor abdominal, constipação,
diarreia, dispepsia7, flatulência,
vômitos7.
Incomum
Incontinência anal, alteração
anorretal, mau hálito, boca seca,
disfagia, eructação,
sangramento gengival, glossite,
hematêmese, melena,
pancreatite8, tenesmo retal,
hipersecreção salivar.
Desconhecida
Distúrbios gengivais,
hipertrofias gengivais, aumento
da glândula parótida.
Alteração urinária e renal Incomum Hematúria, urgência em urinar,
poliúria, incontinência urinária.
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Desconhecida
Enurese, síndrome de Fanconi9,
falência renal, nefrite do túbulo-
intersticial.
Alteração nos tecidos e pele
Comum Alopecia10, equimose, prurido,
rash cutâneo.
Incomum
Acne, dermatite esfoliativa, pele
seca, eczema, eritema nodoso,
hiperidrose, alteração na unha,
petéquias, seborreia.
Desconhecida
Vasculite cutânea, síndrome de
hipersensibilidade sistêmica a
drogas (Síndrome DRESS ou
SHSD), eritema multiforme,
alteração do cabelo,
hiperpigmentação, alteração do
leito ungueal, reação de
fotossensibilidade, síndrome de
Stevens-Johnson, necrólise
epidérmica tóxica.
Alteração de tecidos conectivos
e muscular esquelético
Incomum Espasmo muscular, convulsão
muscular, fraqueza muscular.
Desconhecida
Diminuição da densidade óssea,
dor óssea, osteopenia,
osteoporose, rabdomiólise,
lúpus eritematoso sistêmico.
Alteração endócrina Desconhecida
Hiperandrogenismo11,
hipotireoidismo, secreção
inapropriada de hormônio
antidiurético.
Alteração do metabolismo e
nutrição
Comum Diminuição do apetite,
Aumento do apetite.
Incomum
Hipercalemia, hipernatremia,
hipoglicemia, hiponatremia,
hipoproteinemia.
Desconhecida
Deficiência de biotina,
dislipidemia, hiperamonemia,
hipocarnitinemia (ver itens 3.
Quando não devo usar
Este medicamento? E 4. O que
devo saber antes de usar este
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medicamento?), resistência à
insulina, obesidade.
Neoplasias benignas, malignas e
não específicas (incluem cistos
e pólipos)
Incomum Hemangioma de pele.
Desconhecida Síndrome mielodisplásica.
Desordens vasculares Incomum
Hipotensão ortostática, palidez,
desordem vascular periferal,
vasodilatação.
Alterações gerais e condições de
administração local
Muito comum Astenia.
Comum Alteração na marcha, edema
periférico.
Incomum Dor no peito, edema facial,
pirexia.
Desconhecida Hipotermia.
Alteração hepatobiliar Desconhecida Hepatotoxicidade.
Alteração na mama e sistema
reprodutivo
Incomum
Amenorreia, dismenorreia,
disfunção erétil, menorragia,
alteração menstrual,
metrorragia, hemorragia
vaginal.
Desconhecida
Aumento das mamas,
galactorréia, infertilidade
masculina12, menstruação
irregular, ovário policístico.
Alteração psiquiátrica
Comum
Sonhos anormais, labilidade
emocional, estado de confusão,
depressão, insônia, nervosismo,
pensamento anormal.
Incomum
Agitação, ansiedade, apatia,
catatonia, delírio, humor
eufórico, alucinação,
hostilidade, transtorno de
personalidade.
Desconhecida
Comportamento anormal,
agressão, angústia emocional,
transtorno de aprendizagem,
transtorno psicótico.
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Alteração cardíaca Incomum
Bradicardia, parada cardíaca,
insuficiência cardíaca
congestiva, taquicardia.
Alteração nos olhos
Comum Ambliopia, diplopia.
Incomum
Cromatopsia, olho ressecado,
distúrbio ocular, dor nos olhos,
desordem da lacrimal, miose,
fotofobia, deficiência visual.
Alteração do sistema
imunológico Desconhecida Reação anafilática,
hipersensibilidade.
Infecção e infestações
Comum Infecção.
Incomum
Bronquite, furúnculo,
gastroenterite, herpes simples,
gripe, rinite, sinusite.
Desconhecida Otite média, pneumonia,
infecção do trato urinário.
Lesão, intoxicação e
complicações processuais Comum Lesão.
1 Pode refletir em uma potencial hepatotoxicidade séria.
2 Encefalopatia com ou sem febre foi identificada pouco tempo após a introdução de monoterapia com ácido valproico /
valproato sem evidência de disfunção hepática ou altos níveis plasmáticos inapropriados de valproato. Apesar da
recuperação ser efetiva com a descontinuação do medicamento, houve casos fatais em pacientes com encefalopatia
hiperamônica, particularmente em pacientes com distúrbio do ciclo de ureia subjacente. Encefalopatia na ausência de
níveis elevados de amônia também foi observada.
3 Considerar crises graves e verificar item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
4 Reversíveis e irreversíveis. Atrofia cerebral também foi observada em crianças expostas ao ácido valproico em ambiente
uterino que levou a diversas formas de eventos neurológicos, incluindo atrasos de desenvolvimento e prejuízo psicomotor.
5 Observado que pacientes recebendo somente ácido valproico mas ocorreu em sua maioria em pacientes recebendo
terapia combinada. Sedação normalmente diminui após a redução de outros medicamentos antiepilépticos.
6 Reversíveis ou irreversíveis.
7 Esses efeitos são normalmente transitórios e raramente requerem descontinuação da terapia.
8 Inclui pancreatite aguda, incluindo fatalidades.
9 Observada primariamente em crianças.
10 Reversíveis.
11 Com eventos aumentados de hirsutismo, virilismo, acne, alopecia de padrão masculino, andrógeno.
12 Incluindo azoospermia, análise de sêmen anormal, diminuição da contagem de esperma, morfologia anormal dos
espermatozoides, aspermia e diminuição da motilidade dos espermatozoides.
13 Casos isolados de morfologia adquirida de Pelger-Huet.
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Reconhecer isso é crucial para a descontinuação dos valproatos, pois a descontinuação é o único tratamento se for induzida
por medicamentos e evita ainda o sobrediagnóstico desnecessário de doenças neoplásicas, como a síndrome
mielodisplásica. Esta anomalia morfológica também pode estar associada a outras citopenias.
14 Casos isolados de anomalia adquirida de Pelger-Huet. Reconhecer isso é crucial para a descontinuação do ácido
valproico / valproato, pois a descontinuação é o único tratamento se for induzida por medicamentos e evita ainda o
sobrediagnóstico desnecessário de doenças neoplásicas, como a síndrome mielodisplásica. Esta anomalia morfológica
também pode estar associada a outras citopenias.
População pediátrica
O perfil de segurança do ácido valproico/valproato na população pediátrica é comparável ao dos adultos, mas alguns
efeitos adversos as reações são mais graves ou observadas principalmente na população pediátrica. Existe um risco
particular de lesão hepática grave em bebês e crianças pequenas, especialmente com idade inferior a três anos. Crianças
pequenas também estão em risco particular de pancreatite. Esses riscos diminuem com o aumento da idade (consulte a
Seção 4). Transtornos psiquiátricos, como agressão, agitação, perturbação da atenção, comportamento anormal,
hiperatividade psicomotora e distúrbio de aprendizagem são observados principalmente na população pediátrica.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Não tome doses superiores às recomendadas pelo médico.
Doses muito altas podem causar alteração de consciência podendo chegar ao coma. Doses de ácido valproico acima do
recomendado podem resultar em sonolência, bloqueio do coração, pressão baixa e colapso/choque circulatório e coma
profundo. Nesses casos, a pessoa deverá ser encaminhada imediatamente para cuidados médicos.
A presença de teor de sódio nas formulações de ácido valproico pode resultar em excesso de sódio no sangue, quando
administradas em doses acima do recomendado.
Em caso de superdosagem de ácido valproico / valproato resultando em hiperamonemia, a carnitina pode ser administrada
por via intravenosa para tentar normalizar os níveis de amônia.
Em situações de superdosagem, a hemodiálise ou hemodiálise mais hemoperfusão podem resultar em uma significante
remoção da substância. O benefício da lavagem gástrica ou vômito irá variar de acordo com o tempo de ingestão.
Medidas de suporte geral devem ser aplicadas, com particular atenção para a manutenção do fluxo urinário adequado. O
uso de naloxona pode ser útil para reverter os efeitos depressores de elevadas doses de ácido valproico/valproato de
sódio sobre o sistema nervoso central, entretanto, como a naloxona pode teoricamente reverter os efeitos antiepilépticos
do ácido valproico/valproato de sódio, deve ser usada com precaução em pacientes epilépticos.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0974.0258
Registrado por:
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Av. Paulo Ayres, 280 - Taboão da Serra - SP
CEP: 06767-220
CNPJ 49.475.833/0001-06
SAC 0800 724 6522
Produzido por:
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Rua Solange Aparecida Montan, 49 - Jandira - SP
CEP: 06610-015
Comercializado por:
Biolab Farma Genéricos Ltda.
Pouso Alegre – MG
VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA.
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
Histórico de Alteração de Bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula Versões
(VP/VPS)
Apresentações
relacionadas
12/11/2025 --
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
VPS:
6. Interações
medicamentosas
VP/VPS 250 mg X 25 cap
12/12/2024 1697867/24-3
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
3. Quando não devo usar
este medicamento?
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VPS:
4. Contraindicações
5. Advertências e
precauções
VP/VPS 250 mg X 25 cap
-- 23 of 55 --
Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
9. Reações adversas
10/10/2024 1397995/24-6
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
3. Quando não devo usar
este medicamento?
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
6. Como devo usar este
medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VPS:
4. Contraindicações
5. Advertências e
precauções
8. Posologia e modo de
usar
9. Reações adversas
VP/VPS 250 mg X 25 cap
02/05/2024 0580990/24-9
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
VPS:
5. Advertências e
precauções
9. Reações adversas
VP/VPS 250 mg X 25 cap
-- 24 of 55 --
Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
07/11/2023 1220413/23-2
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VPS:
5. Advertências e
precauções
9. Reações adversas
VP/VPS 250 mg X 25 cap
04/05/2023 0445662/23-9
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
VPS:
5.Advertências e
precauções
VP/VPS 250 mg x 25 cap
30/08/2022 4628636/22-2
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
3. Quando não devo usar
este medicamento?
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
9. O que fazer se alguém
usar uma quantidade maior
do que a indicada deste
medicamento?
VPS:
4. Contraindicações
5. Advertências e
precauções
VP/VPS 250 mg x 25 cap
-- 25 of 55 --
Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
6. Interações
medicamentosas
9. Reações adversas
10. Superdose
25/02/2022 4231479/22-4
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
VPS:
5. Advertências e
precauções
6. Interações
medicamentosas
8. Posologia e modo de
usar
VP/VPS 250 mg x 25 cap
07/01/2022 0096113/22-7
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
VPS:
5. Advertências e
precauções
6. Interações
medicamentosas
VP/VPS 250 mg x 25 cap
07/07/2021 2637667/21-4
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VP/VPS 250 mg x 25 cap
-- 26 of 55 --
Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
VPS:
3. Características
farmacológicas
5. Advertências e
precauções
6. Interações
medicamentosas
9. Reações adversas
23/04/2021 1555948/21-3
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A VPS:
9. Reações adversas VPS 250 mg x 25 cap
24/03/2020 0897094/20-7
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VPS:
5. Advertências e
Precauções
VPS 250 mg x 25 cap
02/12/2019 3323538/19-4
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VPS:
5. Advertências e
Precauções
VPS 250 mg x 25 cap
10/06/2019 0513572/19-9
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VPS:
3. Características
farmacológicas
5. Advertências e
Precauções
9. Reações adversas
VPS 250 mg x 25 cap
-- 27 of 55 --
Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
20/03/2019 0251684/19-5
10459 -
GENÉRICO -
Inclusão Inicial de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A Versão Inicial VPS 250 mg x 25 cap
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
valproato de sódio
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Comprimido Revestido
576,20 mg valproato de sódio
(equivalente a 500 mg de ácido valproico)
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Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
valproato de sódio
Medicamento Genérico - lei 9787/99
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
APRESENTAÇÃO
Comprimido revestido de liberação entérica de 500 mg: Embalagem com 50 comprimidos revestidos.
VIA ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 10 ANOS
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
valproato de sódio ................................................................................................................................................. 576,20 mg
(equivalente a 500 mg de ácido valproico)
Excipientes: celulose microcristalina, dióxido de silício, povidona, talco, estearato de magnésio, acetoftalato de celulose,
dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo, dietilftalato, álcool isopropílico e cloreto de metileno.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Epilepsia: O valproato de sódio é indicado isoladamente ou em combinação a outros medicamentos, no tratamento de
pacientes adultos e crianças acima de 10 anos com crises parciais complexas, que ocorrem tanto de forma isolada ou em
associação com outros tipos de crises. Também é indicado isoladamente ou em combinação a outros medicamentos no
tratamento de quadros de ausência simples e complexa em pacientes adultos e crianças acima de 10 anos, e como terapia
adjuvante em adultos e crianças acima de 10 anos com crises de múltiplos tipos, que inclui crises de ausência.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O valproato de sódio é a substância ativa que é convertida a ácido valproico e este se dissocia em íon valproato no trato
gastrointestinal.
O tratamento com valproato de sódio, em alguns casos, pode produzir sinais de melhora já nos primeiros dias de
tratamento; em outros casos, é necessário um tempo maior para se alcançar os efeitos benéficos. Seu médico dará a
orientação no seu caso.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
valproato de sódio é contraindicado para menores de 10 anos de idade.
valproato de sódio é contraindicado para uso por pacientes com:
• Conhecida hipersensibilidade ao valproato de sódio ou aos demais componentes da fórmula;
• Conhecida Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita de possuir a Síndrome;
• Doença no fígado ou disfunção no fígado significativa;
• Distúrbios do ciclo da ureia (DCU) – desordem genética rara que pode resultar em acúmulo de amônia no sangue;
• Porfiria – distúrbio genético raro que afeta parte da hemoglobina do sangue
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
• Deficiência de carnitina primária sistêmica conhecida como hipocarnitinemia não corrigida.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Gerais: recomenda-se fazer contagem de plaquetas e realização de testes de coagulação antes de iniciar o tratamento,
periodicamente e depois, pois pode haver alteração nas plaquetas e coagulação sanguínea. O aparecimento de hemorragia,
manchas roxas ou desordem na capacidade natural de coagulação do paciente são indicativos para a redução da dose ou
interrupção da terapia.
O valproato de sódio pode interagir com medicamentos administrados concomitantemente.
Hepatotoxicidade (toxicidade do fígado)/Disfunção hepática: houve casos fatais de insuficiência do fígado em
pacientes recebendo valproato de sódio, usualmente durante os primeiros seis meses de tratamento. Deve-se ter muito
cuidado quando o medicamento for administrado em pacientes com história anterior de doença no fígado. Toxicidade no
fígado grave ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos, como mal-estar, fraqueza, estado de apatia, inchaço
facial, falta de apetite e vômito. Pacientes em uso de múltiplos anticonvulsivantes, crianças, pacientes com doenças
metabólicas congênitas incluindo distúrbios mitocondriais, como deficiência de carnitina, distúrbios do ciclo da ureia,
mutações no gene POLG (ver item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?, com doença
convulsiva grave associada a retardo mental e pacientes com doença cerebral orgânica podem ter um risco particular de
desenvolver toxicidade no fígado. A experiência em epilepsia tem indicado que a incidência de hepatotoxicidade fatal
diminui consideravelmente, de forma progressiva, em pacientes mais velhos. O medicamento deve ser descontinuado
imediatamente na presença de disfunção do fígado significativa, suspeita ou aparente. Em alguns casos, a disfunção do
fígado progrediu apesar da descontinuação do medicamento. Na presença destes sintomas, o médico deve ser
imediatamente procurado.
Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e
exames laboratoriais periódicos para controle.
Pacientes com suspeita ou conhecida doença mitocondrial: insuficiência hepática aguda induzida por valproato e
mortes relacionadas à doença hepática têm sido reportadas em pacientes com síndrome neurometabólica hereditária
causada por mutação no gene da DNA polimerase γ (POLG, ou seja, Síndrome de Alpers-Huttenlocher) em uma taxa
maior do que aqueles sem esta síndrome.
Deve-se suspeitar de desordens relacionadas à POLG em pacientes com histórico familiar ou sintomas sugestivos de uma
desordem relacionada à POLG, incluindo, mas não limitado a encefalopatia inexplicável, epilepsia refratária (focal,
mioclônica), estado de mal epiléptico na apresentação, atrasos no desenvolvimento, regressão psicomotora, neuropatia
sensomotora axonal, miopatia, ataxia cerebelar, oftalmoplegia, ou migrânea complicada com aura occipital. O teste para
mutação de POLG deve ser realizado de acordo com a prática clínica atual para avaliação diagnóstica dessa desordem.
Em pacientes maiores de 2 anos com suspeita clínica de desordem mitocondrial hereditária, o valproato de sódio deve
ser usado apenas após tentativa e falha de outro anticonvulsivante. Este grupo mais velho de pacientes deve ser monitorado
durante o tratamento com valproato de sódio para desenvolvimento de lesão hepática aguda com avaliação clínica regular
e monitoramento dos testes de função hepática.
Pancreatite (inflamação do pâncreas): pacientes e responsáveis devem estar cientes que dor abdominal, enjoo, vômito
e/ou falta de apetite, podem ser sintomas de pancreatite. Na presença destes sintomas, deve-se procurar o médico
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imediatamente, pois casos de pancreatite envolvendo risco à vida foram relatados tanto em crianças como em adultos que
receberam valproato de sódio. Alguns casos ocorreram logo após o início do uso, e outros após vários anos de uso. Houve
casos nos quais a pancreatite recorreu após nova tentativa com valproato de sódio.
Comportamento e ideação suicida: pacientes tratados com valproato de sódio devem ser monitorados para emergências
ou piora da depressão, pensamentos sobre automutilação, comportamento ou pensamentos suicidas, e/ou qualquer
mudança incomum de humor ou comportamento. Ideação suicida pode ser uma manifestação de transtornos psiquiátricos
preexistentes e pode persistir até que ocorra remissão significante dos sintomas. Existem relatos de aumento no risco de
pensamentos e comportamentos suicidas nestes pacientes. Este risco foi observado logo uma semana após o início do
tratamento medicamentoso com os antiepilépticos e persistiu durante todo o período em que o tratamento foi avaliado. A
supervisão de pacientes de alto risco deve acontecer durante a terapia medicamentosa inicial. Comportamentos suspeitos
devem ser informados imediatamente aos profissionais de saúde.
Interação com antibióticos carbapenêmicos: o uso concomitante de ácido valpróico com antibióticos carbapenêmicos
não é recomendado.
Trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas no sangue): a trombocitopenia pode estar relacionada à dose.
O benefício terapêutico que pode acompanhar as maiores doses deverá ser considerado pelo seu médico contra a
possibilidade de maior incidência de eventos adversos.
Uso em pacientes do sexo masculino com potencial reprodutivo: um estudo observacional retrospectivo demonstrou
um risco aumentado de distúrbios do neurodesenvolvimento em crianças nascidas de homens tratados com valproato no
momento da concepção em comparação com aquelas tratadas com lamotrigina ou levetiracetam (ver seção de Gravidez).
Hiperamonemia (excesso de amônia no organismo): foi relatado o excesso de amônia em associação com a terapia
com valproato de sódio e pode estar presente mesmo com testes de função do fígado normais. Pacientes que
desenvolverem sinais ou sintomas de alteração das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue inexplicável,
estado de apatia, vômito e mudanças no status mental durante o tratamento com valproato de sódio devem ser tratados
imediatamente, e o nível de amônia deve ser mensurado. Hiperamonemia também deve ser considerada em pacientes que
apresentam hipotermia (queda de temperatura do corpo abaixo do normal). Se a amônia estiver elevada, o tratamento
deve ser descontinuado.
Elevações de amônia sem sintomas são mais comuns, e quando presentes, requerem monitoramento intensivo dos níveis
de amônia no plasma pelo médico. Se a elevação persistir a descontinuação do tratamento deve ser considerada.
Distúrbios do ciclo da ureia (DCU) e risco de Hiperamonemia: foi relatada encefalopatia hiperamonêmica (alteração
das funções do cérebro por aumento de amônia no sangue), algumas vezes fatal, após o início do tratamento com
valproato de sódio em pacientes com distúrbios do ciclo da ureia.
Pacientes com risco de hipocarnitinemia (deficiência de carnitina):
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A administração de valproato pode desencadear a ocorrência ou agravamento de hipocarnitinemia que pode resultar em
hiperamonemia (que pode levar a encefalopatia hiperamonêmica). Outros sintomas como toxicidade hepática,
hipoglicemia hipocetótica, miopatia incluindo cardiomiopatia, rabdomiólise e síndrome de Fanconi foram observados,
principalmente em pacientes com fatores de risco para hipocarnitinemia ou hipocarnitinemia preexistente.
Pacientes com risco aumentado de hipocarnitinemia quando tratados com valproato incluem pacientes com distúrbios
metabólicos, como distúrbios mitocondriais relacionados à carnitina, deficiência na ingestão nutricional de carnitina,
pacientes com menos de 10 anos de idade, uso concomitante de medicamentos conjugados com pivalato ou de outros
antiepilépticos.
O médico deve ser informado sobre quaisquer sinais de hiperamonemia, como ataxia, alteração da consciência, vômitos,
para investigação adicional. A suplementação de carnitina deve ser considerada quando forem observados sintomas de
hipocarnitinemia.
Hipotermia (queda da temperatura central do corpo para menos de 35ºC): tem sido relatada associada à terapia com
valproato de sódio, em conjunto e na ausência de hiperamonemia. Esta reação adversa também pode ocorrer em pacientes
utilizando topiramato e valproato em conjunto, após o início do tratamento com topiramato ou após o aumento da dose
diária de topiramato. Deve ser considerada a interrupção do tratamento em pacientes que desenvolverem hipotermia, a
qual pode se manifestar por uma variedade de anormalidades clínicas incluindo letargia (estado de apatia), confusão,
coma e alterações significativas em outros sistemas importantes como o cardiovascular e o respiratório.
Atrofia Cerebral/Cerebelar: houve relatos pós-comercialização de atrofia (reversível e irreversível) cerebral e cerebelar,
temporariamente associadas ao uso de produtos que se dissociam em íon valproato. Em alguns casos, porém, a
recuperação foi acompanhada por sequelas permanentes. Foi observado prejuízo psicomotor e atraso no desenvolvimento,
entre outros problemas neurológicos, em crianças com atrofia cerebral decorrente da exposição ao valproato quando em
ambiente intrauterino. As funções motoras e cognitivas dos pacientes devem ser monitoradas rotineiramente e o
medicamento deve ser descontinuado nos casos de suspeita ou de aparecimento de sinais de atrofia cerebral.
Reações adversas cutâneas graves e Angioedema: reações adversas cutâneas graves (SCARs), também conhecida como
síndrome de Stevens Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (NET) e reação medicamentosa com eosinofilia e
sintomas sistêmicos (DRESS), eritema multiforme e angioedema, foram relatadas em associação com o tratamento com
valproato. Os pacientes devem ser informados sobre os sinais e sintomas de manifestações cutâneas graves e monitorados
de perto. Caso sejam observados sinais de SCAR ou angioedema, é necessária uma avaliação imediata e o tratamento
deve ser interrompido se o diagnóstico de SCAR ou angioedema for confirmado.
Agravamento das convulsões: assim como outras drogas antiepilépticas, alguns pacientes ao invés de apresentar uma
melhora no quadro convulsivo, podem apresentar uma piora reversível da frequência e severidade do quadro convulsivo
(incluindo o estado epiléptico) ou também o aparecimento de novos tipos de convulsões com valproato. Em caso de
agravamento das convulsões, aconselha-se consultar o seu médico imediatamente.
Produtos contendo estrogênio: O valproato não reduz a eficácia dos contraceptivos hormonais. (ver seção de
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS)
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
Aumento do risco de câncer: não é conhecido até o momento.
Aumento do risco de mutações: houve algumas evidências de que a frequência de aberrações cromossômicas poderia
estar associada com epilepsia.
Toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento: efeitos teratogênicos (malformações de múltiplos sistemas orgânicos)
foram demonstrados em camundongos, ratos e coelhos. Em camundongos, ratos e coelhos, a exposição in utero ao
valproato induziu a uma diminuição no peso fetal dose dependente, restrição do crescimento intrauterino e redução no
comprimento da cabeça e nádega em comparação com animais não expostos. Na literatura publicada, anormalidades
comportamentais foram relatadas em descendentes de primeira geração de camundongos e ratos após exposição in útero
a doses/exposições clinicamente relevantes de valproato. Em camundongos, mudanças comportamentais também foram
observadas na 2ª e 3ª gerações, embora menos pronunciadas na 3ª geração, após uma exposição aguda in utero da
primeira geração. A relevância dessas descobertas para humanos é desconhecida.
Fertilidade: a administração de valproato de sódio pode afetar a fertilidade em homens. Nos poucos casos em que o
valproato foi trocado / descontinuado ou a dose diária reduzida, a diminuição em potencial de fertilidade masculina foi
relatada como reversível na maioria, mas não em todos os casos, e concepções bem-sucedidas também foram observadas.
Amenorreia (ausência de menstruação), ovários policísticos e níveis de testosterona elevados foram relatados em
mulheres.
Cuidados e advertências para populações especiais
Uso em idosos: uma alta porcentagem de pacientes acima de 65 anos relatou ferimentos acidentais, infecção, dor,
sonolência e tremor. Não está claro se esses eventos indicam riscos adicionais ou se resultam de doenças preexistentes e
uso de medicamentos concomitantes por estes pacientes.
Em pacientes idosos, a dosagem deve ser aumentada mais lentamente, com monitorização regular do consumo de líquidos
e alimentos, desidratação, sonolência e outros eventos adversos. Reduções de dose ou descontinuação do medicamento
devem ser consideradas em pacientes com menor consumo de líquidos ou alimentos e em pacientes com sonolência
excessiva.
Uso em crianças: a experiência com crianças com idade inferior a dois anos tem um aumento de risco considerável de
desenvolvimento de toxicidade no fígado fatal e esse risco diminui progressivamente em pacientes mais velhos. Em
pacientes com mais de dois anos de idade que são clinicamente suspeitos de terem uma doença mitocondrial hereditária,
valproato de sódio só deve ser usado após a falha de outros anticonvulsivantes.
Crianças e adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil e gestantes: o valproato de sódio tem um alto
potencial de induzir doenças congênitas e crianças expostas ao produto durante a gravidez têm um alto risco de
malformações congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema nervoso.
Verificou-se que o valproato atravessa a barreira placentária tanto em espécies animais como em humanos.
Seu médico deve assegurar que:
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• As circunstâncias individuais de cada paciente sejam avaliadas em todos os casos, envolvendo a paciente na
discussão para garantir o seu engajamento, discutir as opções terapêuticas e garantir que ela esteja ciente dos
riscos e medidas necessárias para redução dos riscos;
• O potencial de gravidez seja avaliado para todas as pacientes do sexo feminino;
• A paciente entenda e reconheça os riscos de doenças congênitas e distúrbios no desenvolvimento do sistema
nervoso em crianças expostas ao produto durante a gravidez;
• A paciente entenda e reconheça o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional para crianças expostas
a valproato de sódio no útero.
• A paciente entenda a necessidade de se submeter a um exame de gravidez antes do início do tratamento e durante
o tratamento, conforme necessidade;
• A paciente seja aconselhada em relação a utilização de métodos contraceptivos e que a paciente seja capaz de
manter a utilização de métodos contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com
valproato de sódio;
• A paciente entenda a necessidade de visitas regulares (pelo menos anualmente) do tratamento pelo médico
especialista em epilepsia;
• A paciente esteja ciente de que deve consultar o médico assim que tiver planos de engravidar para fazer a
transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da concepção e antes de interromper os métodos
contraceptivos;
• A paciente entenda os perigos e as precauções necessárias associadas ao uso de valproato de sódio e a
necessidade urgente de informar seu médico caso exista possibilidade de estar grávida;
Essas condições também devem ser avaliadas para mulheres que não são sexualmente ativas a não ser que o médico
considere que existem razões convincentes que indiquem que não existe risco de gravidez.
Crianças e adolescentes do sexo feminino:
• O médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela paciente compreendam a necessidade de
informá-lo assim que a paciente utilizando valproato de sódio fique menstruada pela primeira vez (menarca);
• O médico responsável deve assegurar que os pais/responsáveis pela paciente que tenha menstruado pela primeira
vez, tenham informações necessárias sobre os riscos de doenças congênitas e distúrbios no desenvolvimento do
sistema nervoso, incluindo a magnitude desses riscos para crianças expostas ao valproato de sódio em ambiente
intrauterino;
• O médico responsável também deve informa-los sobre o risco de baixo peso ao nascer para a idade gestacional
para crianças expostas ao valproato de sódio no útero.
• Para essas pacientes, o médico especialista deve reavaliar anualmente a necessidade da terapia com valproato
de sódio e considerar alternativas para o tratamento. Caso o valproato de sódio seja o único tratamento
adequado, a necessidade de utilização de métodos contraceptivos eficazes e todas as outras medidas
anteriormente descritas devem ser discutidas com a paciente e os pais/responsáveis. O médico deve realizar todo
esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes que a paciente
esteja sexualmente ativa.
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Biolab Sanus ácido valproico/valproato de sódio (Paciente) – 11/2025
Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes de iniciar o tratamento com valproato de sódio.
Contracepção: mulheres em idade fértil que estejam utilizando valproato de sódio devem utilizar métodos
contraceptivos efetivos sem interrupção durante todo o tratamento com o produto. Essas pacientes devem estar providas
de informações completas quanto à prevenção a gravidez e devem ser orientadas quanto ao risco da não utilização de
métodos contraceptivos efetivos. Pelo menos 1 método contraceptivo eficaz único (como dispositivo ou implante
intrauterino) ou 2 métodos complementares de contracepção, incluindo um método de barreira, deve ser utilizado.
Circunstâncias individuais devem ser avaliadas em todos os casos, envolvendo a paciente na discussão quanto à escolha
do método contraceptivo para garantir o seu engajamento e aderência ao método escolhido. Mesmo que a paciente tenha
amenorreia, ela deve seguir todos os conselhos sobre contracepção eficaz.
Revisão tratamento: deve ser realizada preferencialmente com um médico especialista. O médico deve revisar o
tratamento pelo menos anualmente quando o valproato de sódio foi a escolha mais adequada para a paciente. O médico
deverá garantir que a paciente tenha entendido e reconhecido os riscos de malformações congênitas e distúrbios no
desenvolvimento neurológico em crianças expostas ao produto em ambiente intrauterino.
Planejamento da gravidez:
• Para a indicação de Epilepsia, caso a paciente estiver planejando engravidar ou engravide, o médico especialista
deverá reavaliar o tratamento com valproato de sódio e considerar alternativas terapêuticas. O médico deve
realizar todo esforço necessário para fazer a transição do tratamento para uma alternativa apropriada antes da
concepção e antes de interromper os métodos contraceptivos. Se a transição de tratamento não for possível, a
paciente deverá receber aconselhamento adicional quanto aos riscos do uso de valproato de sódio para o bebê
para suportar a paciente quanto à decisão de fazer um planejamento familiar.
Se, apesar dos riscos conhecidos de valproato de sódio na gestação e após uma avaliação cuidadosa levando em
consideração tratamentos alternativos, em circunstâncias excepcionais a paciente grávida poderá receber valproato de
sódio para o tratamento de epilepsia. Nesse caso recomenda-se que seja prescrita a menor dose eficaz, dividida em
diversas doses menores a serem administradas durante o dia. É preferível a escolha da formulação de liberação prolongada
para se evitar altos picos de concentração plasmática.
Caso a paciente engravide, ela deve informar ao seu médico imediatamente para que o tratamento seja reavaliado e outras
opções sejam consideradas. Durante a gestação, crises tônico-clônicas maternais e estado epiléptico com hipóxia podem
acarretar em risco de morte para a mãe e para o bebê.
Todas as pacientes expostas ao valproato de sódio durante a gestação devem realizar um monitoramento pré-natal
especializado para detectar possíveis ocorrências de defeitos no tubo neural ou outras malformações.
As evidências disponíveis não indicam que a suplementação com folato antes da gestação possa prevenir o risco de
defeitos no tubo neural, que podem ocorrer em qualquer gestação.
O farmacêutico deve garantir que a paciente seja aconselhada a não descontinuar o tratamento com valproato de sódio e
consultar o médico imediatamente caso esteja planejando engravidar ou engravide.
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Categoria de risco: D
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente
seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Atenção: Contém os corantes óxido de ferro amarelo e dióxido de titânio que podem, eventualmente, causar
reações alérgicas.
Risco para filhos de pais tratados com valproato de sódio: um estudo observacional retrospectivo registros médicos
eletrônicos em 3 países nórdicos europeus sugere um risco aumentado de transtornos do neurodesenvolvimento em
crianças (de 0 a 11 anos de idade), nascidas de homens tratados com valproato nos 3 meses anteriores à concepção em
comparação com o risco naqueles nascidos de homens tratados com lamotrigina ou levetiracetam. O risco acumulado
para transtornos de neurodesenvolvimento variou de 4% a 5,6% no grupo valproato versus 2,3% a 3,2% no grupo de
monoterapia lamotrigina ou levitiracetam. O estudo não investigou o risco em crianças nascidas de homens que pararam
de usar valproato mais de 3 meses antes da concepção.
Más formações congênitas decorrentes da exposição no útero: filhos de mulheres com epilepsia expostas a
monoterapia com valproato de sódio durante a gravidez apresentaram mais más formações congênitas. Esse risco é maior
do que na população em geral (2-3%). Os tipos mais comuns de má formação incluem defeitos do tubo neural,
dismorfismo facial, fissura de lábio e palato, crânio-ostenose, problemas cardíacos, defeitos dos rins, vias urinárias e
genitálias, defeitos nos membros e múltiplas anomalias envolvendo vários sistemas do corpo. A exposição no útero ao
valproato de sódio pode resultar em má formação ocular que foram reportados juntamente com outras más formações
congênitas. Essa má formação ocular pode afetar a visão.
A exposição no útero ao valproato de sódio também pode resultar em deficiência/perda auditiva devido a malformações
da orelha e/ou nariz (efeito secundário) e/ou devido à toxicidade direta na função auditiva. Os casos descrevem surdez
unilateral e bilateral ou deficiência auditiva. Monitoramento de sinais e sintomas de ototoxicidade é recomendado.
Transtornos de desenvolvimento mental decorrentes da exposição no útero: a exposição ao valproato de sódio
durante a gestação pode causar efeitos adversos no desenvolvimento mental e físico para a criança exposta. O exato
período gestacional predisposto a esses riscos é incerto e a possibilidade do risco durante toda a gestação não pode ser
excluída.
Existem dados limitados sobre uso prolongado. Os dados disponíveis demonstram que crianças expostas ao valproato de
sódio durante a gestação têm um maior risco de apresentar transtorno relacionado ao autismo em comparação com a
população geral. Os dados disponíveis sugerem que crianças expostas ao valproato de sódio durante a gestação
apresentam risco aumentado de desenvolver transtornos de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) comparado com a
população em geral.
Baixo peso ao nascer para a idade gestacional devido à exposição no útero: A exposição no útero ao valproato pode
levar a um baixo peso ao nascer para a idade gestacional. Em estudos pré-clínicos, foi demonstrada uma redução do peso
fetal relacionada à dose em animais expostos ao valproato no útero em comparação com animais não expostos. Estudos
epidemiológicos relataram uma redução no peso médio ao nascer e maior risco de nascer com baixo peso ao nascer (<2500
gramas) ou pequeno para a idade gestacional (definido como peso ao nascer abaixo do 10º percentil corrigido para a idade
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gestacional, estratificado por sexo) para crianças expostas ao valproato no útero em comparação com crianças não
expostas ou expostas à lamotrigina. Os dados disponíveis em humanos não permitem concluir sobre um potencial efeito
relacionado à dose.
Risco em neonatos:
• Casos de síndrome hemorrágica foram relatados muito raramente em recém-nascidos que as mães utilizaram
valproato de sódio durante a gravidez. Essa síndrome hemorrágica está relacionada com trombocitopenia
(diminuição do número de plaquetas do sangue), hipofibrinogenemia (diminuição do fibrinogênio do sangue)
e/ou a diminuição de outros fatores de coagulação. A afibrinogenemia (caso em que o sangue não coagula
normalmente) também foi relatada e pode ser fatal. Porém, essa síndrome deve ser distinguida da diminuição
dos fatores de vitamina K induzido pelo fenobarbital e os indutores enzimáticos. A contagem plaquetária e testes
e fatores de coagulação devem ser investigados em neonatos.
• Casos de hipoglicemia (baixos níveis de açúcar no sangue) foram relatados em recém-nascidos que as mães
utilizaram valproato de sódio durante o terceiro trimestre da gravidez.
• Casos de hipotireoidismo foram relatados em recém-nascidos que as mães utilizaram valproato de sódio durante
a gravidez.
• Síndrome de abstinência (por exemplo, irritabilidade, hiperexcitação, agitação, hipercinesia, transtornos de
tonicidade, tremor, convulsões e transtornos alimentares) pode ocorrer em recém-nascidos de mães que
utilizaram valproato de sódio no último trimestre da gravidez.
Lactação: o valproato de sódio é excretado no leite humano com uma concentração que varia entre 1% a 10% dos níveis
sanguíneos maternos. Transtornos hematológicos foram notados em neonatos/crianças lactentes de mães tratadas com
valproato de sódio. A decisão quanto a descontinuação da amamentação ou da terapia com o medicamento deve ser feita
levando em consideração o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia para a paciente.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou
cirurgião-dentista. Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
Capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: uma vez que este medicamento pode produzir alteração do sistema
nervoso central, especialmente quando combinado com outras substâncias com efeito semelhante, por exemplo, álcool,
os pacientes não devem realizar tarefas de risco, como dirigir veículos ou operar máquinas perigosas, até que se tenha
certeza de que estes pacientes não ficam sonolentos com o uso do medicamento.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade e capacidade
de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou
acidentes.
A doação de sangue é contraindicada durante o tratamento com ácido valproico e até 2 semanas após o seu término,
devido ao dano que ele pode causar à pessoa que receber o sangue.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
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Caso esteja tomando alguns dos medicamentos a seguir, informe seu médico antes de iniciar o uso de valproato de sódio.
Ele dará a melhor orientação sobre como proceder.
Medicamentos que administrados junto ao valproato podem alterar sua depuração:
Ritonavir, fenitoína, carbamazepina e fenobarbital (ou primidona): aumentam a depuração do valproato
Antidepressivos: pouco efeito na depuração do valproato
Medicamentos com importante potencial de interação quando usados junto ao valproato de sódio, levando a
alterações das concentrações do valproato no sangue:
Ácido acetilsalicílico: a concentração de valproato no sangue pode aumentar.
Antibióticos carbapenêmicos (ex: ertapenem, imipenem e meropenem): pode levar a redução significante de valproato
no sangue.
Colestiramina: pode levar a uma diminuição nos níveis de valproato no sangue.
Contraceptivos hormonais contendo estrogênio: pode haver diminuição de valproato no sangue e aumento das crises
epilépticas. (ver seção 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Felbamato: pode levar ao aumento de valproato no sangue.
Dipirona: pode diminuir os níveis séricos de valproato quando coadministrado, o que pode resultar na eficácia clínica do
valproato potencialmente diminuída. Os prescritores devem monitorar a resposta clínica (convulsão controle ou controle
do humor) e considerar o monitoramento dos níveis séricos de valproato conforme apropriado.
Metotrexato: Alguns relatos de casos descrevem uma diminuição significativa dos níveis séricos de valproato após a
administração de metotrexato, com ocorrência de convulsões. Os prescritores devem monitorar a resposta clínica (controle
de convulsões ou controle do humor) e considerar o monitoramento dos níveis séricos de valproato conforme apropriado.
Inibidores da protease (ex: lopinavir, ritonavir e outros): podem diminuir os níveis de valproato no sangue.
Rifampicina: pode levar ao aumento de valproato no sangue.
Medicamentos conjugados com pivalato: Administração concomitante de medicamentos conjugados com pivalato e
valproato que diminuem os níveis de carnitina (como cefditoreno pivoxil, adefovir dipivoxil, pivmecillinam e
pivampicilina) podem desencadear a ocorrência de hipocarnitinemia (ver item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE
USAR ESTE MEDICAMENTO?). Administração concomitante destes medicamentos com valproato não é recomendada.
Pacientes nos quais a coadministração não pode ser evitada devem ser cuidadosamente monitorados quanto a sinais e
sintomas de hipocarnitinemia.
Medicamentos para os quais não foi detectada nenhuma interação ou com interação sem relevância: antiácidos,
cimetidina, ranitidina, clorpromazina, haloperidol, paracetamol, lítio, lorazepam, olanzapina, rufinamida.
Medicamentos com outras interações:
Amitriptilina/nortriptilina: o uso concomitante de valproato de sódio e amitriptilina raramente foi associado com
toxicidade. Considerar a diminuição da dose de amitriptilina/ nortriptilina na presença de valproato.
Carbamazepina (CBZ)/carbamazepina-10,11-epóxido (CBZ-E): níveis sanguíneos de CBZ diminuíram 17%
enquanto que os de CBZ-E aumentaram em torno de 45% na administração em conjunto do valproato de sódio e da
CBZ em pacientes epilépticos.
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Clonazepam: o uso concomitante de valproato de sódio e de clonazepam pode levar a estado de ausência em pacientes
com história desse tipo de crises convulsivas.
Diazepam: a administração conjunta de valproato de sódio aumentou a fração livre de diazepam.
Etossuximida: o valproato de sódio inibe o metabolismo de etossuximida.
Lamotrigina: sua dose deverá ser reduzida quando administrada em conjunto com valproato de sódio.
Fenobarbital: o valproato de sódio inibe o metabolismo do fenobarbital. Todos os pacientes recebendo tratamento
concomitante com barbiturato devem ser cuidadosamente monitorizados quanto à toxicidade neurológica.
Fenitoína: há relatos de desencadeamento de crises com a combinação de valproato de sódio e fenitoína em pacientes
com epilepsia. Se necessário, deve-se ajustar a dose de fenitoína de acordo com a situação clínica.
Primidona: é metabolizada em barbiturato e, portanto, pode também estar envolvida em interação semelhante à do
valproato de sódio com fenobarbital.
Propofol: pode ocorrer interação significante entre valproato de sódio e propofol, levando a aumento no nível sanguíneo
de propofol. Portanto, quando administrado em conjunto com valproato de sódio, a dose de propofol deve ser reduzida.
Nimodipino: tratamento em conjunto com valproato de sódio pode aumentar a concentração sanguínea de nimodipino
até 50%.
Tolbutamida: aumento de tolbutamida em pacientes tratados com valproato de sódio.
Canabidiol: em pacientes de todas as idades que recebem canabidiol concomitantemente com doses de 10 a 25 mg/kg e
valproato, estudos clínicos relataram aumentos da ALT três vezes maiores que o limite normal superior em 19% desses
pacientes. Interação medicamentosa entre valproato e canabidiol pode resultar em um risco aumentado de elevação das
transaminases hepáticas (enzimas do fígado) (ver item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE
MEDICAMENTO). O monitoramento hepático adequado deve ser exercido quando o valproato é usado com canabidiol
e redução de doses ou descontinuação devem ser consideradas em caso de anomalias significativas dos parâmetros
hepáticos.
Topiramato e/ou acetazolamida: administração em conjunto com valproato de sódio foi associada a hiperamonemia
(excesso de amônia no organismo), e/ou encefalopatia (alterações das funções do cérebro), além de hipotermia (queda na
temperatura do corpo abaixo do normal). Os sintomas de encefalopatia por hiperamonemia incluem frequentemente
alterações agudas no nível de consciência e/ou na função cognitiva ou vômito. Pessoas com atividade mitocondrial
alterada do fígado podem requerer maior atenção.
Varfarina: o valproato de sódio aumentou a fração de varfarina no sangue.
Zidovudina: em alguns pacientes soropositivos para HIV, a depuração da zidovudina diminuiu após a administração de
valproato de sódio.
Quetiapina: em conjunto com valproato de sódio pode aumentar o risco de neutropenia (redução no número de
neutrófilos no sangue) ou leucopenia (redução no número de leucócitos no sangue).
Clozapina: o tratamento concomitante com a clozapina e ácido valproico pode aumentar o risco de neutropenia
(diminuição dos glóbulos de defesa, aumentando a chance de infecções). Quando essa associação for necessária, é
recomendado monitoramento cuidadoso desse paciente.
Exame laboratorial: o valproato é eliminado parcialmente pela urina, como metabólito cetônico, o que pode prejudicar
a interpretação dos resultados do teste de corpos cetônicos na urina.
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Irritação gastrointestinal: administrar o medicamento juntamente com a alimentação, ou com uma elevação gradual da
dose a partir de um baixo nível de dose inicial pode evitar a irritação gastrointestinal.
Não ingerir valproato de sódio com bebidas alcoólicas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar valproato de sódio 500 mg comprimidos revestidos em temperatura ambiente (15-30ºC) e proteger da luz e
umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento
O valproato de sódio: é apresentado sob a forma de comprimido revestido amarelo elíptico, biconvexo, liso, contendo
núcleo branco a levemente amarelado.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma
mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Os comprimidos de valproato de sódio deverão ser engolidos inteiros, sem mastigar, para evitar irritação local da boca
e garganta.
Crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil: a terapia com valproato de sódio deve ser
iniciada e supervisionada por um médico especialista. O tratamento com valproato de sódio somente deve ser iniciado
em crianças e adolescentes do sexo feminino e mulheres em idade fértil se outros tratamentos alternativos forem ineficazes
ou não tolerados pelas pacientes. O valproato de sódio deve ser prescrito e dispensado em conformidade com as medidas
de prevenção à gravidez, conforme descrito no item 3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? e 4. O
QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?. A dose diária deve ser dividida em, pelo menos, 2
doses individuais.
Epilepsia
Dose inicial recomendada: 10-15 mg/kg/dia (única exceção nas crises de ausência 15mg/kg/dia). A dose deve ser
aumentada, pelo médico, de 5 a 10 mg/kg/semana até a obtenção da resposta desejada, administrados em doses diárias
divididas (2 a 3 vezes ao dia) para alguns pacientes. Dose máxima recomendada: 60 mg/kg/dia.
Em caso de uso em conjunto com outros medicamentos antiepilépticos, as dosagens desses podem ser reduzidas pelo
médico em aproximadamente 25% a cada duas semanas. Esta redução pode ser iniciada no começo do tratamento com
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valproato de sódio ou atrasada por uma a duas semanas em casos em que exista a preocupação de ocorrência de crises
com a redução. A velocidade e duração desta redução do medicamento antiepiléptico concomitante pode ser muito
variável e os pacientes devem ser monitorados rigorosamente durante este período com relação a aumento da frequência
das convulsões. Se a dose total diária exceder 300 mg ou 500 mg (conforme a prescrição médica), ela deve ser
administrada de forma dividida. Seu médico dará a orientação necessária para o seu tratamento.
O valproato é contraindicado durante a gravidez, a menos que não exista tratamento alternativo adequado.
O valprato é contraindicado em mulheres com potencial para engravidar, a menos que as condições do programa de
prevenção da gravidez sejam cumpridas.
Interrupção do tratamento: Os anticonvulsivantes não devem ser descontinuados abruptamente nos pacientes para os
quais estes fármacos são administrados para prevenir convulsões tipo grande mal, pois há grande possibilidade de
precipitar um estado de mal epiléptico, com subsequente má oxigenação cerebral e risco de morte. A interrupção repentina
do tratamento com este medicamento cessará o efeito terapêutico, o que poderá ser prejudicial ao paciente devido às
características da doença para a qual este medicamento está indicado.
Medicamentos antiepilépticos não deverão ser descontinuados abruptamente em pacientes nos quais o medicamento é
administrado para prevenir crises mais graves, devido à alta possibilidade de desenvolvimento de estado epiléptico com
falta de oxigênio e risco à vida.
O quadro a seguir é um guia para administração da dose diária inicial de valproato de sódio 15mg/kg/dia:
Peso (kg) Dose total diária
(mg)
Número de comprimidos 300mg
Primeira Dose do Dia
(ex.: 7 horas)
Segunda Dose do Dia
(ex.: 15 horas)
Terceira Dose do Dia
(ex.: 23 horas)
10-24,9 250 0 0 1
25-39,9 500 1 0 1
40-59,9 750 1 1 1
60-74,9 1000 1 1 2
75-89,9 1250 2 1 2
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não
interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar. Entretanto, se estiver próximo do horário de tomar a
próxima dose do medicamento, pule a dose esquecida.
Não tome dois comprimidos de uma única vez para compensar a dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
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8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
A classificação da frequência das reações adversas deve seguir os seguintes parâmetros:
Frequência das Reações Adversas Parâmetros
≥ 1/10 (≥ 10%) Muito comum
≥ 1/100 e < 1/10 (≥ 1% e < 10%) Comum (frequente)
≥ 1/1.000 e < 1/100 (≥ 0,1% e < 1%) Incomum (infrequente)
≥ 1/10.000 e < 1/1.000 (≥ 0,01% e < 0,1%) Rara
< 1/10.000 (< 0,01%) Muito rara
Não pode ser estimada Desconhecida
Sistemas Frequência Reação adversa
Alterações congênitas,
hereditárias e genéticas
Más formações congênitas e distúrbios de desenvolvimento – ver
item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?
Desconhecida Porfiria aguda.
Alterações do sistema
sanguíneo e linfático
Comum Trombocitopenia.
Incomum
Anemia, anemia hipocrômica,
leucopenia, trombocitopenia
púrpura.
Desconhecida
Agranulocitose, deficiência de
anemia folato, anemia
macrocítica, anemia aplástica,
falência da medula óssea,
eosinofilia, hipofibrinogenemia,
linfocitose, macrocitose,
pancitopenia, inibição da
agregação plaquetária.
Investigações
Comum Aumento de peso, perda de
peso.
Incomum
Aumento da alanina
aminotransferase1, aumento do
aspartato aminotransferase,
aumento da creatinina
sanguínea, diminuição de folato
sanguíneo, aumento de lactato
desidrogenase sanguíneo1,
aumento de ureia sanguínea,
aumento do nível de droga,
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anormalidade de testes de
função do fígado1, aumento de
iodo ligado à proteína,
diminuição da contagem de
glóbulos brancos.
Desconhecida
Forma adquirida ou pseudo-
anomalia de Pelger-Huet14
Aumento de bilirrubina sérica1,
diminuição de carnitina,
anormalidade do teste de função
da tireoide.
Alteração do sistema nervoso
Muito comum Sonolência, tremor.
Comum
Amnésia, ataxia, tontura,
disgeusia, cefaleia, nistagmo,
parestesia, alteração da fala.
Incomum
Afasia, incoordenação motora,
disartria, distonia,
encefalopatia2, hipercinesia,
hiperreflexia, hipertonia,
hipoestesia, hiporreflexia,
convulsão3, estupor, discinesia
tardia, alteração na visão.
Desconhecida
Asteríxis, atrofia cerebelar4,
atrofia cerebral4, desordem
cognitiva, coma, desordem
extrapiramidal, distúrbio de
atenção, deficiência da
memória, parkinsonismo,
hiperatividade psicomotora,
habilidades psicomotoras
prejudicadas, sedação5.
Alteração do labirinto e ouvido
Comum Zumbido no ouvido.
Incomum Surdez6, distúrbio auditivo,
hiperacusia, vertigem.
Desconhecida Dor de ouvido.
Alteração respiratória, torácica e
mediastino
Incomum Tosse, dispneia, disfonia,
epistaxe.
Desconhecida Efusão pleural.
Alteração gastrointestinal Muito comum Náusea7.
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Comum
Dor abdominal, constipação,
diarreia, dispepsia7, flatulência,
vômitos7.
Incomum
Incontinência anal, alteração
anorretal, mau hálito, boca seca,
disfagia, eructação,
sangramento gengival, glossite,
hematêmese, melena,
pancreatite8, tenesmo retal,
hipersecreção salivar.
Desconhecida
Distúrbios gengivais,
hipertrofias gengivais, aumento
da glândula parótida.
Alteração urinária e renal
Incomum Hematúria, urgência em urinar,
poliúria, incontinência urinária.
Desconhecida
Enurese, síndrome de Fanconi9,
falência renal, nefrite do túbulo-
intersticial.
Alteração nos tecidos e pele
Comum Alopecia10, equimose, prurido,
rash cutâneo.
Incomum
Acne, angioedema, dermatite
esfoliativa, pele seca, eczema,
eritema nodoso, hiperidrose,
alteração na unha, petéquias,
seborreia.
Desconhecida
Vasculite cutânea, síndrome de
hipersensibilidade sistêmica a
drogas (Síndrome DRESS ou
SHSD), eritema multiforme,
alteração do cabelo,
hiperpigmentação, alteração do
leito ungueal, reação de
fotossensibilidade, síndrome de
Stevens-Johnson, necrólise
epidérmica tóxica.
Alteração de tecidos conectivos
e muscular esquelético
Incomum Espasmo muscular, convulsão
muscular, fraqueza muscular.
Desconhecida Diminuição da densidade óssea,
dor óssea, osteopenia,
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osteoporose, rabdomiólise,
lúpus eritematoso sistêmico.
Alteração endócrina Desconhecida
Hiperandrogenismo11,
hipotireoidismo, secreção
inapropriada de hormônio
antidiurético.
Alteração do metabolismo e
nutrição
Comum Diminuição do apetite, aumento
do apetite.
Incomum
Hipercalemia, hipernatremia,
hipoglicemia, hiponatremia,
hipoproteinemia.
Desconhecida
Deficiência de biotina,
dislipidemia, hiperamonemia,
hipocarnitinemia (ver itens 3.
QUANDO NÃO DEVO USAR
ESTE MEDICAMENTO? e 4.
O QUE DEVO SABER ANTES
DE USAR ESTE
MEDICAMENTO?),
resistência à insulina, obesidade.
Neoplasias benignas, malignas e
não específicas (incluem cistos
e pólipos)
Incomum Hemangioma de pele.
Desconhecida Síndrome mielodisplásica
Desordens vasculares Incomum
Hipotensão ortostática, palidez,
desordem vascular periferal,
vasodilatação.
Alterações gerais e condições de
administração local
Muito comum Astenia.
Comum Alteração na marcha, edema
periférico.
Incomum Dor no peito, edema facial,
pirexia.
Desconhecida Hipotermia.
Alteração hepatobiliar Desconhecida Hepatotoxicidade.
Alteração na mama e sistema
reprodutivo
Incomum
Amenorreia, dismenorreia,
disfunção erétil, menorragia,
alteração menstrual,
metrorragia, hemorragia
vaginal.
Desconhecida
Aumento das mamas,
galactorréia, infertilidade
masculina12, menstruação
irregular, ovário policístico.
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Alteração psiquiátrica
Comum
Sonhos anormais, labilidade
emocional, estado de confusão,
depressão, insônia, nervosismo,
pensamento anormal.
Incomum
Agitação, ansiedade, apatia,
catatonia, delírio, humor
eufórico, alucinação,
hostilidade, transtorno de
personalidade.
Desconhecida
Comportamento anormal,
agressão, angústia emocional,
transtorno de aprendizagem,
transtorno psicótico.
Alteração cardíaca Incomum
Bradicardia, parada cardíaca,
insuficiência cardíaca
congestiva, taquicardia.
Alteração nos olhos
Comum Ambliopia, diplopia.
Incomum
Cromatopsia, olho ressecado,
distúrbio ocular, dor nos olhos,
desordem da lacrimal, miose,
fotofobia, deficiência visual.
Alteração do sistema
imunológico Desconhecida Reação anafilática,
hipersensibilidade.
Infecção e infestações
Comum Infecção.
Incomum
Bronquite, furúnculo,
gastroenterite, herpes simples,
gripe, rinite, sinusite.
Desconhecida Otite média, pneumonia,
infecção do trato urinário.
Lesão, intoxicação e
complicações processuais Comum Lesão.
1 Pode refletir em uma potencial hepatotoxicidade séria.
2 Encefalopatia com ou sem febre foi identificada pouco tempo após a introdução de monoterapia com valproato de sódio
sem evidência de disfunção hepática ou altos níveis plasmáticos inapropriados de valproato. Apesar da recuperação ser
efetiva com a descontinuação do medicamento, houve casos fatais em pacientes com encefalopatia hiperamônica,
particularmente em pacientes com distúrbio do ciclo de ureia subjacente. Encefalopatia na ausência de níveis elevados de
amônia também foi observada.
3 Considerar crises graves e verificar item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?4
Reversíveis e irreversíveis. Atrofia cerebral também foi observada em crianças expostas ao valproato de sódio em
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ambiente uterino que levou a diversas formas de eventos neurológicos, incluindo atrasos de desenvolvimento e prejuízo
psicomotor.
5 Observado que pacientes recebendo somente valproato de sódio mas ocorreu em sua maioria em pacientes recebendo
terapia combinada. Sedação normalmente diminui após a redução de outros medicamentos antiepilépticos.
6 Reversíveis ou irreversíveis.
7 Esses efeitos são normalmente transitórios e raramente requerem descontinuação da terapia.
8 Inclui pancreatite aguda, incluindo fatalidades.
9 Observada primariamente em crianças.
10 Reversíveis.
11 Com eventos aumentados de hirsutismo, virilismo, acne, alopecia de padrão masculino, andrógeno.
12 Incluindo azoospermia, análise de sêmen anormal, diminuição da contagem de esperma, morfologia anormal dos
espermatozoides, aspermia e diminuição da motilidade dos espermatozoides.
13 Casos isolados de morfologia adquirida de Pelger-Huet.
Reconhecer isso é crucial para a descontinuação dos valproatos, pois a descontinuação é o único tratamento se for induzida
por medicamentos e evita ainda o sobrediagnóstico desnecessário de doenças neoplásicas, como a síndrome
mielodisplásica. Esta anomalia morfológica também pode estar associada a outras citopenias.
14 Casos isolados de anomalia adquirida de Pelger-Huet. Reconhecer isso é crucial para a descontinuação do valproato,
pois a descontinuação é o único tratamento se for induzida por medicamentos e evita ainda o sobrediagnóstico
desnecessário de doenças neoplásicas, como a síndrome mielodisplásica. Esta anomalia morfológica também pode estar
associada a outras citopenias.
População pediátrica
O perfil de segurança do valproato na população pediátrica é comparável ao dos adultos, mas alguns efeitos adversos as
reações são mais graves ou observadas principalmente na população pediátrica. Existe um risco particular de lesão
hepática grave em bebês e crianças pequenas, especialmente com idade inferior a três anos. Crianças pequenas também
estão em risco particular de pancreatite. Esses riscos diminuem com o aumento da idade (consulte a Seção 4).
Transtornos psiquiátricos, como agressão, agitação, perturbação da atenção, comportamento anormal, hiperatividade
psicomotora e distúrbio de aprendizagem são observados principalmente na população pediátrica.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do
medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE
MEDICAMENTO?
Não tome doses superiores às recomendadas pelo médico.
Doses muito altas podem causar alteração de consciência podendo chegar ao coma. Doses de valproato de sódio acima
do recomendado podem resultar em sonolência, bloqueio do coração, pressão baixa e colapso/choque circulatório e coma
profundo. Nesses casos, a pessoa deverá ser encaminhada imediatamente para cuidados médicos.
A presença de teor de sódio nas formulações de EPILENIL® pode resultar em excesso de sódio no sangue, quando
administradas em doses acima do recomendado.
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Em caso de superdosagem de valproato resultando em hiperamonemia, a carnitina pode ser administrada por via
intravenosa para tentar normalizar os níveis de amônia.
Em situações de superdosagem, a hemodiálise ou hemodiálise mais hemoperfusão podem resultar em uma significante
remoção da substância. O benefício da lavagem gástrica ou o vômito irá variar de acordo com o tempo de ingestão.
Medidas de suporte geral devem ser aplicadas, com particular atenção para a manutenção do fluxo urinário adequado. O
uso de naloxona pode ser útil para reverter os efeitos depressores de elevadas doses de valproato de sódio sobre o sistema
nervoso central, entretanto, como a naloxona pode teoricamente reverter os efeitos antiepilépticos do valproato de sódio,
deve ser usada com precaução em pacientes epilépticos.
A presença de teor de sódio nas formulações de valproato de sódio pode resultar em excesso de sódio no sangue, quando
administradas em doses acima do recomendado.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a
embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
DIZERES LEGAIS
Registro: 1.0974.0258
Registrado por
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Av. Paulo Ayres 280 - Taboão da Serra - SP
CEP: 06767-220
CNPJ 49.475.833/0001-06
SAC 0800 724 6522
Produzido por:
Biolab Sanus Farmacêutica Ltda.
Rua Solange Aparecida Montan, 49 – Jandira - SP
CEP: 06610-015
Comercializado por:
Biolab Farma Genéricos Ltda.
Pouso Alegre – MG
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VENDA SOB PRESCRIÇÃO COM RETENÇÃO DE RECEITA
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Histórico de Alteração de Bula
Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas
Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto Data do
expediente
Nº do
expediente Assunto Data de
aprovação Itens de bula Versões
(VP/VPS)
Apresentações
relacionadas
12/11/2025 --
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes de
usar este medicamento?
VPS:
6. Interações
medicamentosas
VP/VPS 500mg x 50
com rev
12/12/2024 1697867/24-3
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
3. Quando não devo usar
este medicamento?
4. O que devo saber antes de
usar este medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VPS:
4. Contraindicações
5. Advertências e precauções
9. Reações adversas
VP/VPS 500mg x 50
com rev
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10/10/2024 1397995/24-6
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
3. Quando não devo usar
este medicamento?
4. O que devo saber antes de
usar este medicamento?
6. Como devo usar este
medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VPS:
4. Contraindicações
5. Advertências e precauções
8. Posologia e modo de usar
9. Reações adversas
VP/VPS 500mg x 50
com rev
02/05/2024 0580990/24-9
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes de
usar este medicamento?
VPS:
5. Advertências e precauções
9. Reações adversas
VP/VPS 500mg x 50
com rev
07/11/2023 1220413/23-2
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VPS:
5. Advertências e precauções
VP/VPS 500 mg x 50
com rev
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
9. Reações adversas
04/05/2023 0445662/23-9
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GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes de
usar este medicamento?
VPS:
5. Advertências e precauções
VP/VPS 500 mg x 50
com rev
30/08/2022 4628636/22-2
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
3. Quando não devo usar
este medicamento?
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
9. O que fazer se alguém
usar uma quantidade maior
do que a indicada deste
medicamento?
VPS:
4. Contraindicações
5. Advertências e precauções
6. Interações
medicamentosas
9. Reações adversas
10. Superdose
VP/VPS 500 mg x 50
com rev
25/02/2022 4231479/22-4
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento? VP/VPS 500 mg x 50
com rev
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
Texto de Bula -
RDC 60/12
VPS:
5. Advertências e precauções
6. Interações
medicamentosas
8. Posologia e modo de usar
07/01/2022 0096113/22-7
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
VPS:
5. Advertências e precauções
6. Interações
medicamentosas
VP/VPS 500 mg x 50
com rev
07/07/2021 2637667/21-4
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VP:
4. O que devo saber antes
de usar este medicamento?
8. Quais os males que este
medicamento pode me
causar?
VPS:
3. Características
farmacológicas
5. Advertências e precauções
6. Interações
medicamentosas
9. Reações adversas
VP/VPS 500 mg x 50
com rev
23/04/2021 1555948/21-3
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GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A VPS:
9. Reações adversas VPS 500 mg x 50
com rev
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Propriedade da Biolab: Rótulo Uso Interno
24/03/2020 0897094/20-7
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VPS:
5. Advertências e
Precauções
VPS 250 mg x 25
cap
02/12/2019 3323538/19-4
10452 -
GENÉRICO -
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula -
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VPS:
5. Advertências e
Precauções
VPS 500 mg x 50
com rev
10/06/2019 0513572/19-9
10452 –
GENÉRICO –
Notificação de
Alteração de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A
VPS:
3. Características
farmacológicas
5. Advertências e
Precauções
9. Reações adversas
VPS 500 mg x 50
com rev
20/03/2019 0251684/19-5
10459 -
GENÉRICO -
Inclusão Inicial de
Texto de Bula –
RDC 60/12
N/A N/A N/A N/A Versão inicial VPS 500 mg x 50
com rev
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Medicamento controlado
Receita obrigatória. Retenção de receita conforme legislação vigente.
Especificações
| Código do Produto | 77232 |
|---|---|
| Marca | BIOLAB |
| Código de Barras | 7896112401247 |
| Princípio ativo | VALPROATO DE sódIo, ÁCIDO VALPRÓICO |
| Registro MS | 1097402580034 |
| Dosagem | 500 MG |
| Conservação | CONSERVAR EM TEMPERATURA AMBIENTE ( AMBIENTE COM TEMPERATURA ENTRE 15 E 30ºC); PROTEGER DA LUZ E UMIDADE |
| Restrição de uso | Adulto e Pediátrico acima de 10 anos |
| Via de administração | ORAL |
| Forma farmacêutica | COMPRIMIDO REVESTIDO |
| Bula Paciente | Ver bula |
| Bula Profissional | Ver bula |